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Ed Motta é intimado a depor após briga com "garrafada" em restaurante no RJ

Briga motivada por taxa de rolha de vinho terminou com cliente ferido na cabeça e acusações de xenofobia contra a equipe do estabelecimento no Jardim Botânico

Da redação

DA REDAÇÃO

08/05/2026 • 19:28 • Atualizado em 08/05/2026 • 19:28

O cantor Ed Motta foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a prestar depoimento na próxima terça-feira (12), às 11h, sobre uma violenta confusão ocorrida no restaurante Grado, no Jardim Botânico. O episódio, que começou com uma discussão sobre a taxa de rolha de vinho, escalou para agressões físicas que deixaram um jovem de 28 anos ferido com um corte na cabeça, após ser atingido por uma garrafa de vidro. A vítima precisou levar seis pontos cirúrgicos.

Taxa de vinho e agressões covardes

De acordo com os proprietários do restaurante, o chef Nello Garaventa e Lara Atamian, a confusão teve início quando o grupo de Ed Motta — que incluía o empresário Diogo Coutinho do Couto e o advogado Nicholas Guedes Coppi — teve um pedido de cortesia na taxa de rolha negado. A partir daí, integrantes do grupo teriam passado a proferir xingamentos, ataques xenofóbicos contra funcionários nordestinos e insinuações sobre a vida privada da equipe.

O relato da vítima detalha o nível da violência: após Ed Motta se levantar e derrubar uma cadeira da mesa vizinha, uma discussão se iniciou. Nicholas Coppi, identificado como o agressor, teria desferido um soco no rosto do cliente que estava sentado. Quando a vítima tentou se retirar do local para evitar mais conflitos, foi atingida pelas costas por uma garrafa de vinho tamanhomagnumlançada pelo advogado.

Defesa fala em "indignação" e "ato covarde"

A equipe jurídica da vítima manifestou repúdio ao ocorrido e cobrou providências rigorosas das autoridades. Em nota, classificaram o ataque como um "ato covarde" que, por sorte, não causou danos ainda mais graves. Nicholas Coppi, apontado como o autor dos golpes e do arremesso da garrafa, desativou suas redes sociais após o caso vir a público.

Os donos do Grado afirmaram que funcionários tentaram proteger os clientes usando o próprio corpo como escudo e que o grupo deixou o estabelecimento antes da chegada da polícia, com relatos de que um acompanhante teria ameaçado os presentes insinuando estar armado. O caso segue sob investigação da 15ª DP (Gávea), que ouvirá Ed Motta e os demais envolvidos ao longo da próxima semana para apurar as responsabilidades criminais pelas agressões e condutas discriminatórias.

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