
No primeiro dia de Lollapalooza, sexta-feira (20), o ator Bruno Fagundes conversou com o Band.com.br sobre os novos rumos de sua carreira, a relação com o pai, Antonio Fagundes , e o processo de libertação dos rótulos tradicionais de masculinidade.
É o fim da Era dos Galãs?
Questionado se herdaria o posto de "galã" ocupado por seu pai durante décadas na televisão brasileira, Bruno foi categórico ao dizer que esse conceito pertence ao passado. Para ele, o interesse atual reside em explorar narrativas mais profundas e contemporâneas.
"Acho que esse rótulo caiu um pouco por terra. Me interessa muito falar sobre novos tipos de masculinidade. Esse rótulo de galã fazia mais sentido há um tempo atrás. Hoje em dia, o que busco é a versatilidade, é fazer coisas diferentes a cada vez."
Bruno não escondeu que, durante o processo de construção de sua identidade, sentiu o peso das expectativas sociais e da estrutura heteronormativa, especialmente por ter crescido sob os holofotes e com uma referência familiar tão marcante de masculinidade tradicional .
""A estrutura está aí para pesar nos ombros de todo mundo. Vivi isso várias vezes, mas o processo de luz é ir de acordo com o seu coração e sua identidade. Hoje me sinto completamente livre, sou exatamente quem eu quero ser.""
Conexão com o Antonio Fagundes
Sobre a influência de Antonio Fagundes em seu trabalho, Bruno descreveu uma relação de troca intensa e profissionalismo. Ele revelou que a família é extremamente conectada e que o hábito de opinar nos projetos uns dos outros é encarado como um gesto de afeto.
"A gente tem uma relação muito aberta. A gente 'mete o dedo' no trabalho um do outro mesmo, mas isso é linguagem de amor para a gente", contou o artista que já garantiu que nunca teve os caminhos encurtados por ser filho de quem é.
Mesmo ciente dos desafios da fama e do assédio que acompanharam a trajetória de seu pai, Bruno afirmou que nunca cogitou outra profissão. Para ele, a atuação é um chamado que vai além da escolha racional. "Tenho exemplos muito bonitos em casa. Ser ator não é uma questão de escolha, é uma questão de alma, de vocação. Eu não me veria fazendo outra coisa, não tem como", concluiu.
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