O autor Daniel Berlinsky detalhou o processo de criação do remake deDona Beja, que estreia nesta quinta-feira (05) na Band, durante participação no programa "Noite Especial Dona Beja". Ele falou sobre os desafios do trabalho e explicou que a nova versão busca modernizar a história de Ana Jacinta, equilibrando fatos históricos e a tradição oral que cerca a protagonista.
Para construir a narrativa, Berlinsky realizou uma pesquisain locoem Araxá (MG). O autor descobriu que os registros históricos documentados sobre Ana Jacinta são escassos, ocupando cerca de meia página. Segundo ele, grande parte do que se conhece sobre a personagem vem de livros e da primeira versão da novela, baseados no "boca a boca".
"Entendi que eu não estava lidando com a biografia de uma pessoa, mas com a mitificação da mitificação. Isso deu uma libertada na gente", afirmou. Para o autor, o interesse central da nova produção é o arquétipo da mulher que rompe barreiras, representando diversas mulheres em uma só.
Daniel Berlinsky diz que levou boatos em consideração para criar remake
O processo criativo também levou em conta os boatos e as narrativas passadas por gerações, o que Berlinsky comparou a uma "internet de antigamente". Ele ressaltou que a força de Ana Jacinta reside no que ela deixou para a história e na sua capacidade de romper com as convenções de sua época.
O roteirista destaca que o objetivo foi mergulhar no lado humano desse mito para entregar uma versão atualizada ao público brasileiro. "Interessava a gente esse arquétipo da mulher livre, muito mais do que exatamente a vida de uma pessoa", concluiu Daniel Berlinsky sobre a essência da nova trama.
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