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Haddad, Lewandowski e Andrei Rodrigues falarão às 10h sobre operações no setor de combustíveis

O lucro e os recursos lavados do crime eram blindados em fundos de investimentos com diversas camadas de ocultação para tentar impedir a identificação dos reais beneficiários

ESTADÃO CONTEÚDO

28/08/2025 • 11:41 • Atualizado em 28/08/2025 • 11:48

Lewandowski
Lewandowski - Foto: Reprodução/LIDE

Os ministros da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e da Fazenda, Fernando Haddad, concedem entrevista coletiva às 10h para detalhar duas operações da Polícia Federal para combater a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e a subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, também falarão com a imprensa.

As operações foram deflagradas nesta quinta-feira, 28. O Ministério da Fazenda destacou que as ações têm o "objetivo de desarticular operações criminosas especializadas em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras. As investigações expõem movimentações ilícitas que ultrapassam R$ 23 bilhões em rede criminosa nacional".

Operação mira esquema do PCC com combustíveis e fintechs em 8 estados e 300 postos

Um comunicado do Ministério Público de São Paulo (MPSP) destaca “infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), lesando não apenas os consumidores que abastecem seus veículos, mas toda uma cadeia econômica”.

As autoridades cumprem mandados de busca e apreensão contra cerca de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, localizados em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também ingressou com ações judiciais cíveis de bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário.

Fraudes financeiras

Conforme os investigadores apuraram, as operações financeiras eram realizadas por meio de instituições de pagamento que não eram bancos tradicionais, mas fintechs controladas pelo próprio crime organizado. Isso dificultava o rastreamento dos valores transacionados.

O lucro e os recursos lavados do crime eram blindados em fundos de investimentos com diversas camadas de ocultação para tentar impedir a identificação dos reais beneficiários.

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