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Governo vai tomar todas as medidas para enfrentar crise diplomática com EUA, diz José Guimarães

Trump anunciou tarifa 50% ao Brasil; líder do governo na Câmara lembrou a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei da Reciprocidade Econômica

ESTADÃO CONTEÚDO

10/07/2025 • 10:52 • Atualizado em 10/07/2025 • 10:57

Dep. José Guimarães (PT - CE)
Dep. José Guimarães (PT - CE) - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse na tribuna do plenário que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não vacilará" em tomar medidas para responder à nova tarifa dos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil .

As declarações ocorreram nesta quarta-feira (9) quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a tarifa de 50% sobre produtos do Brasil a partir de 1º de agosto.

"Evidentemente que o governo brasileiro vai tomar todas as medidas para enfrentar a crise diplomática que o governo americano quer impor ao mundo e quer impor ao Brasil"

Na sequência, Guimarães lembrou a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei da Reciprocidade Econômica , publicada noDiário Oficial da União, que dá ao Poder Executivo a autorização para retaliar medidas unilaterais de outros países contra o Brasil.

"O governo brasileiro vai tomar todas as medidas, não vai aceitar essa decisão do governo americano, porque ela fere a soberania do Brasil, fere os acordos internacionais e fere sobretudo a democracia brasileira", declarou o líder do governo.

O deputado também sugeriu que o governo americano quer interferir no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 . Segundo ele, o Brasil "tem que reagir à altura, e o Congresso não pode aceitar essa ameaça americana".

"Quer o governo americano interferir politicamente no Brasil? Quer o governo americano interferir no julgamento que está acontecendo no Supremo Tribunal Federal contra aqueles que articularam e fizeram a tentativa de golpe no dia 8 de janeiro? Se o governo americano quer isso, o governo brasileiro não vai aceitar", disse.

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