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Dólar mantém alta e fecha a R$ 5,91 em meio a temores por Trump e guerra comercial

Tarifaço do governo dos EUA seguiu derrubando bolsas de valores pelo mundo; Ibovespa fechou em queda de 1,31%

Da redação, com Estadão Conteúdo

DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

07/04/2025 • 20:29 • Atualizado em 07/04/2025 • 20:29

O dólar voltou a subir nesta segunda-feira (7) após acirramento da postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas retaliações econômicas à China, aumentando os temores de recessão mundial iniciada com a guerra de tarifas comerciais norte-americanas que entraram em vigor no último sábado (5). Com isso, a moeda bateu a cotação de R$ 5,91 - alta de 1,30%.

A moeda norte-americana, que chegou ao seu maior valor desde 28 de fevereiro deste ano, chegou a ser cotada a R$ 5,93 na máxima do dia.

Em publicação no perfil oficial na Truth Social, Trump afirmou que qualquer país que retalie os EUA irá receber novas taxas e que irá impor tarifas de 50% acima dos 34% anunciados na semana passada caso a China não retire a retaliação. Segundo ele, a contramedida entraria em vigor na quarta (9), caso Pequim não reveja sua política econômica para os produtos americanos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, acusou os Estados Unidos de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômicaO governo da China prepara "esforços extraordinários" para compensar os efeitos das tarifas, após Pequim anunciar cobrança de 34% a importações dos EUA , em resposta ao total de 54% de sobretaxas impostas por Trump. No fim da tarde, Trump jogou panos quentes ao dizer que tem uma “ótima relação” com o líder chinês Xi Jinping.

Mais de 50 países já pediram negociações sobre tarifas aos EUA , segundo a Casa Branca, após a adoção do “tarifaço”.

Bolsa brasileira em queda

Com os temores da guerra comercial, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda de 1,31%.

Já a Petrobras fechou em queda de 5,57% (ON) e 3,97% (PN), perdendo R$ 23 bilhões em valor de mercado com a queda do barril de petróleo e após notícia da CNN Brasil de que oministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira , teria apresentado à Petrobras argumentos para reduzir o preço dos combustíveis, em especial do diesel, jogando novamente luz ao risco de interferência do governo na companhia.

3º dia seguido de quedas em Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em queda pela terceira sessão consecutiva nesta segunda .

O Dow Jones caiu 0,91%, aos 37.965,60 pontos; o S&P 500 cedeu 0,23%, aos 5.062,25 pontos; e o Nasdaq destoou com alta de 0,10%, aos 15.603,26 pontos. Os dados são preliminares.

Na semana passada, os três índices anotaram seu pior desempenho semanal desde o auge da crise da covid-19

Bolsas da Europa fecham em baixa

As bolsas da Europa encerraram em forte queda nesta segunda , também refletindo o aumento da aversão ao risco em meio à escalada da guerra comercial.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 4,38%, aos 7.702,08 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 4,78%, para 6.927,12 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, despencou 5,12%, aos 11.785,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 5,63%, a 6.262,28 pontos. Já o FTSE MIB, de Milão, teve perda de 5,18%, aos 32.853,98 pontos. As cotações são preliminares.

O DAX, principal índice da bolsa de Frankfurt, cedeu 4,26%, para 19.761,89 pontos. Pela manhã, o índice chegou a cair 10%, recuperou parte das perdas e chegou a operar brevemente no campo positivo antes de voltar a recuar.

Bolsas da Ásia e Oceania desabam na abertura do dia

As bolsas asiáticas desabaram nesta segunda-feira (7), com a de Hong Kong sofrendo a maior queda em um único pregão desde 1997.

Liderando as perdas na Ásia, o índice Hang Seng despencou 13,22% em Hong Kong, a 19.828,30 pontos, no maior tombo diário desde a crise financeira asiática de 1997 , enquanto o Taiex caiu 9,70% em Taiwan, a 19.232,35 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana teve seu pior dia desde março de 2020 , com queda de 4,23% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 7.343,00 pontos.

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