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Brasil inaugura adidância em Pequim para fortalecer comércio com a China

Nova unidade da Receita Federal busca reduzir entraves burocráticos e ampliar a cooperação fiscal com o principal parceiro comercial do país

Da redação

DA REDAÇÃO

26/06/2026 • 18:08 • Atualizado em 26/06/2026 • 18:08

O fluxo de intercâmbio entre os dois países supera a marca de US$ 150 bilhões anuais
O fluxo de intercâmbio entre os dois países supera a marca de US$ 150 bilhões anuais - Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inaugurou nesta sexta-feira (26) a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil em Pequim, na China . A iniciativa marca um passo importante na relação bilateral, com o objetivo central de facilitar o comércio entre os dois países, reduzir gargalos burocráticos e ampliar a cooperação fiscal entre as nações.

A unidade, que será vinculada à Receita Federal, é a quinta representação do tipo mantida pelo Brasil no exterior — o país já possui postos semelhantes em Washington (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina), Assunção (Paraguai) e Montevidéu (Uruguai) . A inauguração aconteceu no encerramento da viagem oficial do ministro ao país asiático.

O papel estratégico em Pequim

A China ocupa o posto de principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 . O fluxo de intercâmbio entre os dois países supera a marca de US$ 150 bilhões anuais, com destaque para a exportação de commodities fundamentais como soja, minério de ferro e petróleo.

A adidância funcionará como uma unidade avançada da Receita Federal. O posto será ocupado por um auditor-fiscal e terá caráter técnico, diplomático e estratégico. Embora não possua poder de decisão sobre processos tributários específicos, o representante brasileiro atuará na interlocução direta com os órgãos chineses responsáveis por tributos e alfândegas.

Na prática, a presença permanente em Pequim visa resolver problemas operacionais e aproximar as legislações; acelerar procedimentos de importação e exportação ; apoiar empresas brasileiras no entendimento das regras locais e reduzir custos logísticos e o tempo de liberação de mercadorias.

Cooperação fiscal e combate a ilícitos

A nova representação também servirá para fortalecer o cumprimento de acordos internacionais, incluindo medidas para evitar a dupla tributação e ampliar a assistência mútua em assuntos aduaneiros. O plano de criação da agência havia sido anunciado pela Receita Federal em julho do ano passado.

O governo prevê mecanismos de cooperação com a Administração Tributária Estatal da China e a Administração Geral de Aduanas chinesa. As ações incluem o intercâmbio de informações, a integração digital de processos e a troca de especialistas. A expectativa da Fazenda é que essa aproximação traga maior eficiência no combate à evasão fiscal, ao contrabando e a outras práticas ilícitas que impactam negativamente o comércio internacional.

Atração de investimentos e foco em sustentabilidade

Além da agenda estritamente comercial, a missão brasileira aproveita a presença na Ásia para apresentar oportunidades de investimento voltadas à transformação ecológica e à inovação tecnológica.

O Ministério da Fazenda está promovendo o programa Eco Invest Brasil , que busca atrair capital estrangeiro para projetos sustentáveis. Entre as áreas prioritárias estão energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, baterias e descarbonização industrial.

Após finalizar a agenda em Pequim, a comitiva brasileira levará a rodada de apresentações sobre investimentos ao Japão e à Coreia do Sul, países considerados estratégicos pelo governo brasileiro devido à sua alta capacidade tecnológica e financeira.

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