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Quatro são presos em ação contra app de transporte clandestino criado por facção no Rio

Operação Rota das Sombras desarticula esquema do Comando Vermelho que controlava mototáxis com coação

LUANNA BERNARDES

08/08/2025 • 10:32 • Atualizado em 08/08/2025 • 10:32

Agentes da Polícia Civil cumprindo mandato na Vila Kennedy
Agentes da Polícia Civil cumprindo mandato na Vila Kennedy - Foto: Reprodução

Traficantes do Comando Vermelho pretendiam implantar um aplicativo ilegal de transporte na Rocinha, na Zona Sul do Rio, e em outras comunidades dominadas por facções aliadas, na Zona Oeste.

Nesta sexta-feira (8), a Polícia Civil realizou uma ação contra envolvidos no desenvolvimento e na operação da plataforma Rotax Mobili. O sistema funcionou por três meses, e saiu do ar há cerca de um mês depois que a polícia comunicou às empresas de tecnologia.

De acordo com as investigações, mototaxistas da Vila Kennedy, comunidade da Zona Oeste, eram coagidos a instalar e utilizar o app desenvolvido pela facção.

Segundo o delegado, Alexandre Cardoso, os criminosos queriam expandir a operação do aplicativo para outras comunidades.

Os policiais estimam que 300 mototaxistas estavam cadastrados no sistema. Os traficantes queriam chegar a 1000 profissionais e, com isso, lucrar mais de um milhão de reais por mês.

O delegado responsável pela investigação, Alexandre Cardoso, ainda explica que parte do valor das corridas era repassado diretamente para os chefes da organização criminosa.

Empresas de fachada eram utilizadas para mascarar as operações financeiras, conferindo aparência de legalidade ao aplicativo.

A polícia foi às ruas para cumprir 12 de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais de fachada e residências localizadas na Zona Oeste do Rio, em Niterói, na Região Metropolitana, e no interior do estado.

Quatro pessoas foram presas durante a operação batizada de Rota das Sombras.

Os policiais ainda apreenderam R$ 245 mil em espécie, joias e um carro desportivo. No interior da Vila Kenedy, os agentes encontraram um central clandestina de Internet.

A associação criminosa era formada por dois núcleos: um era responsável por coagir e controlar os profissionais do transporte alternativo, mediante ameaças e extorsões; e o segundo, encarregado de receber e gerenciar os valores arrecadados.

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