
As denúncias relacionadas à linha chilena, ou com cerol, tiveram aumento de 120%, em julho desse ano, na comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados do programa Linha Verde.
Só nos primeiros sete meses desse ano, já foram 716 chamados, o segundo maior número de registros desde o início da série histórica, que começou em 2013.
Neste domingo, um motociclista morreu após ser atingido por uma linha chilena enquanto passava pela Via Light, na altura de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Jorge Luís da Silva Mariano tinha 38 anos e não resistiu aos ferimentos.
Ele estava com a esposa na garupa, mas a mulher não ficou ferida. Segundo o cunhado da vítima, Alexander Marques, o casal voltava de um jogo de futebol do filho se nove anos.
Um amigo de Jorge, identificado como Douglas Carvalho, de 34 anos, conduzia uma outra moto e seguia atrás da vítima. Ele também foi atingido pela linha chilena e sofreu um ferimento superficial no pescoço. O homem foi socorrido na UPA do Cabuís, em Nilópolis, e já recebeu alta.
O caso foi registrado na Delegacia de Mesquita, na mesma região. Uma perícia foi realizada no local da ocorrência. O corpo de Jorge Luís deve ser enterrado na tarde desta segunda-feira, no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu. Ele deixa mulher e dois filhos.
Episódios envolvendo linha chilena são recorrentes na Via Light. O aposentado Marcos Pontual, de 70 anos, costuma correr às margens da via e há um ano foi atingido por uma linha chilena. O corte foi tão grave que deixou uma cicatriz no braço do idoso.
Soltar pipa com linha chilena é crime, com pena prevista de três meses a um ano de prisão.
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