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PM é morto a tiros em Irajá após ser identificado por criminosos durante assalto

Sargento Julio Cesar tinha 40 anos; região já registra alta de roubos e homicídios

GABRIELA MORGADO

13/08/2025 • 20:57 • Atualizado em 13/08/2025 • 20:57

O sargento chegou a tentar fugir, mas foi seguido e baleado.
O sargento chegou a tentar fugir, mas foi seguido e baleado. - Foto: Divulgação

Os bandidos que mataram um policial militar durante uma tentativa de assalto em Irajá, na Zona Norte do Rio, ameaçaram e atiraram nele depois que identificaram que ele era PM. O sargento Julio Cesar Garcia foi levado para uma UPA e foi transferido para o Hospital Getúlio Vargas, mas morreu na noite de terça-feira (13).

O agente estava de folga e voltava de tarde para a Rua Aveiro, onde morava, e parou em um ponto para entregar uma muleta a um conhecido. Quando o homem chegou em um carro de aplicativo, eles foram abordados por dois criminosos em uma moto. O sargento chegou a tentar fugir, mas foi seguido e baleado.

Imagens de câmeras de segurança mostram que as outras pessoas que estavam no local correram desesperadas e que os bandidos fugiram.

O vizinho Carlos Alberto conta que conhecia o policial desde que ele era criança e que ele nunca cometeu irregularidades.

“Eu conheço o Júlio César, o policial que foi morto, desde criança, há 40 e poucos anos. Foi criado aqui junto com a gente. Vocês vão ver a repercussão, como ele era querido, vocês vão ver no enterro. Porque todo mundo adorava aquele garoto aqui. Extremamente trabalhador, nada que desabonasse a conduta dele.”

O secretário da PM, Coronel Marcelo Menezes, e colegas souberam que Julio Cesar tinha sido baleado, enquanto estavam no enterro de outro policial, no Cemitério de Irajá: Paulo Rogério Lopes Filho, de 35 anos, baleado em Nova Iguaçu, no Dia dos Pais. O pai dele também foi atingido e morreu.

Até a última segunda-feira, 29 policiais militares morreram e 33 ficaram feridos por tiros na região metropolitana, de acordo com o instituto fogo cruzado.

Na tarde de terça, o secretário de Polícia Militar, Coronel Marcelo Menezes, falou sobre as mortes de agentes.

Em Irajá, o socorrista Alexandre Augusto reclama da insegurança.

De janeiro a julho, foram mais de dois mil roubos na região onde o bairro está inserido, 200 a mais do que no ano passado.

Ao mesmo tempo, foram registrados 26 homicídios dolosos, quando há a intenção de matar, onze a mais do que no mesmo período de 2024.

Os dados são do Instituto de Segurança Pública.

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