
Traficantes do Comando Vermelho tomam o controle de mais uma parte do Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio. Na noite dessa quinta-feira (14), a traficante Eweline Rodrigues, conhecida como Diaba Loira, ex-integrante da facção e atualmente ligada ao Terceiro Comando Puro, foi morta. O corpo dela foi deixado em Cascadura, na mesma região.
Diaba Loira era de Santa Catarina, mas tinha fugido para o Rio de Janeiro, após uma tentativa de feminicídio e passou a integrar o Comando Vermelho. Depois, deixou a facção e passou a fazer parte do TCP.
Ela tinha mandados de prisão em aberto por tráfico e organização criminosa e costumava publicar fotos com armas nas redes sociais. Em 2023, foi flagrada transportando sete quilos de cocaína e, em junho desse ano, atirando em policiais militares durante uma operação.
Nas redes sociais, também compartilhava frases como "Não me entrego viva, só saio no caixão."
A região do Morro do Fubá vem sofrendo com tiroteios desde o início da semana e, há dois anos, vem sendo alvo de disputa entre as facções.
Na última segunda (11), a Polícia Militar fez uma operação no local para reprimir a movimentação de criminosos e impedir a instalação de barricadas. Não houve prisões, nem apreensões.
Já na quarta, a PM e a Polícia Civil fizeram uma ação na Gardênia Azul contra a expansão do Comando Vermelho na Zona Oeste.
O policiamento segue reforçado na região, segundo a PM.
Na manhã dessa sexta (15), a corporação realizou uma operação no Morro do 18, em Quintino, perto da rua onde o corpo da traficante Diaba Loira foi encontrado. Investigações apontam que bandidos do CV que controlam o tráfico no local costumam dar apoio para tentativas de invasão na região do Morro do Fubá e de Campinho. Uma suspeita foi presa e drogas, munição, um carregador de pistola e um rádio transmissor foram apreendidos.
Ainda durante a manhã dessa sexta, o ouvinte Marcelo Silva quase foi atingido por tiros perto da delegacia na Rua Cândido Benício, em Campinho.
“Meu carro quase foi alvejado, tive que jogar o carro na calçada e sair do carro e me jogar no chão. Uma pessoa também quase foi alvejada. O BRT parou. Até quando a gente vai ficar refém do tráfico e dessa violência do Rio de Janeiro, na qual os pedestres e motoristas têm que se jogar no chão para se salvar?”
Em nota, a Polícia Militar disse que um veículo blindado do batalhão de Jacarepaguá, que dava apoio ao batalhão de Rocha Miranda, foi atacado, mas não houve revide.
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