
Duas das três mortes de pacientes que receberam polilaminina através de decisões judiciais já foram comunicadas à Anvisa. O terceiro óbito vai ser comunicado hoje (13), segundo o Laboratório Cristália, responsável pela produção da proteína. De acordo com a empresa, as mortes não têm relação com o uso da substância, que é promissora no tratamento da tetraplegia. As pesquisas são da UFRJ.
Pacientes que receberam o tratamento conseguiram recuperar parte dos movimentos. No entanto, o uso da polilaminina está ainda estudo de fase I, que é a primeira etapa de testes em humanos. Diante da prognóstico, pacientes foram à Justiça para conseguir a aplicação da proteína.
Os três óbitos registrados foram nos dias 28 de janeiro, 1º e 9 de fevereiro. Segundo a Cristália, os pacientes morreram em decorrência de embolia pulmonar, choque séptico e pneumonia com choque séptico.
O laboratório também destacou que na literatura médica, as mortes de pacientes que sofreram lesões medulares podem chegar a 40%, dependendo do nível da lesão.
A Cristália também disse que acompanha todos os pacientes que receberam a polilaminina, através de médicos ou familiares.
A reportagem aguarda uma resposta da Anvisa.
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