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Laboratório afirma que mortes não estão ligadas a aplicação de polilamina

Cristália diz que óbitos foram por outras causas; casos foram comunicados à Anvisa

LUANNA BERNARDES

13/02/2026 • 15:31 • Atualizado em 13/02/2026 • 15:31

Polilaminina
Polilaminina - Foto: Agência Gazeta

Duas das três mortes de pacientes que receberam polilaminina através de decisões judiciais já foram comunicadas à Anvisa. O terceiro óbito vai ser comunicado hoje (13), segundo o Laboratório Cristália, responsável pela produção da proteína. De acordo com a empresa, as mortes não têm relação com o uso da substância, que é promissora no tratamento da tetraplegia. As pesquisas são da UFRJ.

Pacientes que receberam o tratamento conseguiram recuperar parte dos movimentos. No entanto, o uso da polilaminina está ainda estudo de fase I, que é a primeira etapa de testes em humanos. Diante da prognóstico, pacientes foram à Justiça para conseguir a aplicação da proteína.

Os três óbitos registrados foram nos dias 28 de janeiro, 1º e 9 de fevereiro. Segundo a Cristália, os pacientes morreram em decorrência de embolia pulmonar, choque séptico e pneumonia com choque séptico.

O laboratório também destacou que na literatura médica, as mortes de pacientes que sofreram lesões medulares podem chegar a 40%, dependendo do nível da lesão.

A Cristália também disse que acompanha todos os pacientes que receberam a polilaminina, através de médicos ou familiares.

A reportagem aguarda uma resposta da Anvisa.

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