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Fundos da nova operadora dos trens têm ligação com filho de Cunha

Integrantes dos fundos que compõem o consórcio têm relação com a MPE Engenharia e com o filho do ex-deputado Eduardo Cunha

JOÃO BOUERI

27/05/2026 • 14:35 • Atualizado em 27/05/2026 • 14:35

Eduardo Cunha
Eduardo Cunha - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O consórcio que vai assumir a operação do sistema ferroviário do Rio de Janeiro é formado por dois fundos de investimentos que têm ligações com empresários e pessoas associadas ao ex-deputado federal Eduardo Cunha.

Segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários, um dos fundos tem como único investidor Fábio Montanari da Cunha Pinto, diretor da MPE Engenharia. A empresa foi subcontratada para operar os trens e também tem contratos com o Governo do Estado.

A MPE presta serviços de instalação de cabos no Teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, e já foi responsável pelas obras do Museu da Imagem e do Som, na Zona Sul.

Já o segundo fundo tem como um dos diretores cadastrados na CVM Felipe Dytz da Cunha, filho de Eduardo Cunha. O ex-deputado foi cassado em 2016 após ser acusado de mentir durante a CPI da Petrobras.

Felipe Dytz da Cunha também já foi investigado na Operação Lava-Jato.

Em nota, a Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana disse que o processo de escolha do novo operador do sistema ferroviário ocorreu por meio de leilão judicial conduzido pela 6ª Vara Empresarial, seguindo os critérios legais e técnicos estabelecidos no edital.

A Secretaria  esclarece que o processo de escolha do novo operador do sistema ferroviário ocorreu por meio de leilão judicial conduzido pela 6ª Vara Empresarial, seguindo os critérios legais e técnicos estabelecidos no edital. O Consórcio Nova Via Mobilidade foi o único proponente a apresentar proposta no processo.

O consórcio vencedor apresentou a documentação exigida e foi considerado habilitado após análise da Comissão Especial e validação judicial, atendendo aos requisitos técnicos, econômico-financeiros, fiscais e trabalhistas previstos no processo.

Com a assinatura do contrato, o período de transição operacional entre a atual concessionária e o novo operador ocorreu dentro do cronograma definido judicialmente.

O modelo adotado prevê Contrato de Permissão com duração de cinco anos. Diferentemente da concessão anterior, o serviço permanece sob domínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, cabendo ao operador a execução da operação comercial do sistema ferroviário.

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