BandNews FM Rio

Chefão do Comando Vermelho conhecido como “Professor” é encontrado morto no Rio

Segundo a Polícia Civil, uma testemunha, com quem ele mantinha relação extraconjugal, se apresentou e afirmou que ele cometeu suicídio

CLARA NERY

02/06/2025 • 10:22 • Atualizado em 02/06/2025 • 10:22

Polícia apura relato de testemunha sobre possível suicídio de traficante
Polícia apura relato de testemunha sobre possível suicídio de traficante - Foto: Reprodução

A Delegacia de Homicídios investiga a morte do traficante Fhillip da Silva Gregório, de 37 anos, um dos chefes da facção Comando Vermelho, na noite deste domingo (1º). Segundo a Polícia Civil, uma testemunha, com quem ele mantinha relação extraconjugal, se apresentou e afirmou que ele cometeu suicídio. Ela entregou a arma que teria sido usada pelo criminoso.

Fhilip foi levado gravemente ferido para a Unidade de Pronto Atendimento de Del Castilho, na Zona Norte do Rio, mas não resistiu.

Segundo relatos de moradores da região, escolas e comércios dentro da comunidade foram impedidos de funcionar por ordem do tráfico nesta segunda-feira (2).

A BandNews FM teve acesso ao depoimento da mulher que estava com ele no momento do crime. A amante, de 25 anos afirmou que estava com Professor há 4 anos e teve com ele uma filha, hoje com 2 anos, mas já tinha manifestado a intenção de terminar o relacionamento.

A mulher contou que foi até um imóvel no Alemão, onde costumava ser o encontro do casal, após ser chamada por Professor, que queria conversar sobre o término e sobre uma possível reconciliação.

Segundo ela, Professor chegou embriagado e passou a ofendê-la verbalmente. Durante a briga, ele teria quebrado o celular dela e ameaçado a mesma com uma arma.

Mas após a discussão ele mesmo teria efetuado um disparo, tirando a própria vida. De acordo ainda com o depoimento, a mulher correu para pedir ajuda mas ficou "sob custódia" de homens armados por algum tempo.

Fhilip estava foragido da Justiça desde que fugiu do sistema prisional em 2018.

Ele aparece em investigações da Polícia Federal que apuram o pagamento de propina a policiais militares para que não fossem realizadas operações em comunidades dominadas pela facção.

O criminoso comandava o tráfico de drogas no Complexo do Alemão e ganhou espaço na facção nos últimos 5 anos ao ficar responsável por fornecer as armas para a expansão do CV pela Zona Oeste. Ele era o responsável direto por uma parte da comunidade conhecida como Fazendinha, no interior do Complexo, de onde praticamente não saía há 3 anos.

O traficante chegou a passar recentemente por uma série de cirurgias para evitar que fosse reconhecido. Ele fez tratamento dentário, implante de cabelo e até lipoaspiração em consultórios improvisados montados no Alemão.

O bandido estava sendo monitorado pela Polícia Federal, que apura supostas relações do criminoso com oficiais da PM. Em uma troca de mensagens obtidas pelos investigadores da PF com autorização judicial, Fhilip e os interlocutores falam sobre a troca de comando na UPP de Manguinhos, na Zona Norte, para pagamentos de propina e até como deve ser a relação entre traficantes e policiais militares.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: