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Supremo volta a ouvir testemunhas de réus por plano golpista

Primeiro dia será marcado pelo interrogatório do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, delator do caso

JOÃO PEDRO MELO

14/07/2025 • 11:49 • Atualizado em 14/07/2025 • 11:49

O Supremo Tribunal Federal volta a ouvir as testemunhas de acusação indicadas pela Procuradoria-Geral da República e pelas defesas dos réus dos núcleos 2, 3 e 4 da suposta trama golpista. O primeiro dia será marcado pelo interrogatório do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, delator do caso.

Cid será ouvido a partir das 14h desta segunda-feira (14), no âmbito das três ações penais, mas prestará declarações apenas uma vez ao ministro Alexandre de Moraes. Além dele, o ministro também ouvirá outras pessoas arroladas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. De acordo com o STF, as oitivas das testemunhas de defesa do núcleo 2 ocorrem entre os dias 15 e 21 de julho.

Já as do núcleo 3 estão previstas para os dias 21 a 23 de julho, na sala de sessões da Segunda Turma. As do núcleo 4 acontecem nos dias 15 e 16 de julho, também na Segunda Turma. Todas as sessões começarão às 9h.

Os trabalhos serão conduzidos por juízes-auxiliares do gabinete de Moraes, como é praxe nas ações penais do STF, e serão realizados por videoconferência. As defesas e os representantes da PGR poderão acompanhar e formular perguntas aos ouvidos - ao todo, são 178 testemunhas.

Apesar dos nomes indicados pelos réus, alguns foram vetados por Moraes, como os dos filhos do ex-presidente, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Enquanto o vereador carioca foi indiciado no inquérito da Abin paralela, Eduardo é investigado por crimes de coação, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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