
Começou nesta segunda-feira (14) uma nova rodada de depoimentos, que vai até o dia 23 julho, da ação do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Nessa etapa, as testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 serão ouvidas pelos ministros.
Os magistrados escutaram nesta segunda o tenente-coronel Mauro Cid. O militar, que era ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, firmou uma delação premiada com o STF.
Cid afirmou que Filipe Martins, que foi assessor de Bolsonaro, levou um jurista para uma reunião com o ex-presidente para apresentação de uma minuta de golpe. De acordo com o tenente-coronel, Bolsonaro leu o documento e pediu alterações.
Segundo o militar, o texto previa a prisão de ministros do STF e do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Porém, na versão de Cid, Bolsonaro pediu que fosse modificado para que fosse detido somente o ministro Alexandre de Moraes, que é relator no STF do caso da trama golpista.
Em junho, os membros do núcleo 1 prestaram depoimento, incluindo o ex-presidente Bolsonaro.
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