
Deve encerrar nesta segunda-feira (2) a tomada de depoimentos de testemunhas de acusação e defesa do “núcleo crucial da trama golpista”. Com essa última etapa, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal seguirá com a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados.
A Suprema Corte ouvirá o senador Rogério Marinho (PL-RN), indicado pela defesa do ex-presidente do general Braga Netto. Além de outras quatro pessoas indicadas pelo ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.
Até então 51 pessoas já testemunharam, todas por videoconferência e sem transmissão oficial. A previsão é de que as gravações sejam disponibilizadas após o último depoimento.
Com o término das oitavas, o ministro do STF Alexandre de Moraes deve solicitar à Procuradoria Geral da República e às defesas que indiquem se querem a produção de novas provas ou diligências.
Os advogados têm ainda a possibilidade de, em até cinco dias úteis, requerer perícias e acareações.
A expectativa é para que os interrogatórios e o julgamento de Bolsonaro e aliados ocorra no segundo semestre de 2025.
INQUÉRITO DE EDUARDO BOLSONARO
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, deve depor ainda nesta quinta-feira (5) à Polícia Federal sobre a atuação do filho, Eduardo Bolsonaro (PL), contra autoridades brasileiras.
O deputado é suspeito de participar de crimes como coação e obstrução das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. Segundo a PGR, Bolsonaro seria beneficiário direto das ações do filho e estaria custeando a sua permanência no país.
A procuradoria afirma ainda que o parlamentar estaria tentando fazer com o que governo de Donald Trump impusesse sanções a integrantes do STF.
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