
O preço do azeite de oliva registrou uma nova queda em novembro, marcando o décimo mês seguido de recuo nos supermercados brasileiros e trazendo um alívio para o consumidor. A baixa de 2,56% no último mês contribuiu para um recuo acumulado de 14,5% em 2025 , segundo dados de institutos de pesquisa de preços. O movimento de desvalorização é impulsionado principalmente pela recuperação da produção nos principais países exportadores e por uma demanda mais contida no mercado interno.
Esta sequência histórica de quedas ocorre após uma disparada nos valores que teve início em 2023 e se estendeu por 2024, quando o produto se tornou um dos vilões da inflação de alimentos. Agora, o cenário começa a se inverter, tornando o item mais acessível nas prateleiras.
Fatores que explicam a queda
A principal razão para a sequência de quedas é a normalização da oferta global . Após um período de preços recordes entre 2023 e 2024, causado por secas extremas e quebras de safra em grandes produtores como Espanha, Grécia e Itália, a safra 2024/2025 apresentou uma recuperação significativa. Com mais azeite disponível no mercado internacional, os preços de importação para o Brasil, que compra quase 100% do azeite que consome, começaram a ceder.
Além da maior produção, a demanda dos consumidores também se ajustou. Com os preços nas alturas, muitas pessoas reduziram o consumo ou buscaram alternativas, o que ajudou a diminuir a pressão sobre os valores e forçou o varejo a repassar as quedas com mais agilidade.
Cenário para os próximos meses
Especialistas do setor varejista apontam que a tendência de queda ou, pelo menos, de estabilização dos preços deve continuar nos primeiros meses de 2026. No entanto, o consumidor não deve esperar um retorno aos patamares de antes da crise de 2023 no curto prazo. O valor do azeite ainda está em um nível considerado alto, e a recuperação total das cadeias produtivas globais levará tempo.
A expectativa é que, com a consolidação da nova safra europeia, os preços continuem a recuar de forma gradual, aliviando ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.
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