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Orengo: CPI do Crime Organizado ouve Galípolo e se aproxima do fim

Depoimento do presidente do Banco Central pode ser crucial para os trabalhos

Por Redação

REDAÇÃO

08/04/2026 • 14:14 • Atualizado em 08/04/2026 • 14:14

Orengo: CPI do Crime Organizado ouve Galípolo e se aproxima do fim
Orengo: CPI do Crime Organizado ouve Galípolo e se aproxima do fim - Foto: Pedro França/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado caminha para o encerramento, uma vez que o comando da casa não autorizou a prorrogação dos trabalhos. Na análise do colunista da BandNews FM, Rodrigo Orengo, o movimento se assemelha à resistência observada na CPMI do INSS, quando houve pedido para estender as investigações, mas a aprovação foi negada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

[embed]https://www.instagram.com/reel/DW31WEhEm6O/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==[/embed]Com o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que o Legislativo tem autonomia para decidir sobre o tempo de duração das CPIs, não há mais margens para novos prazos. A comissão deverá encerrar os trabalhos na próxima semana, com um depoimento considerado essencial para o desfecho da investigação.Orengo frisou a relevância do depoimento do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que ocorre hoje (08), e vai ser um dos pontos de maior destaque da CPI. Durante o depoimento, as duas alas da CPI, a oposição e a base governista, já definiram as estratégias. A ala de oposição vai se concentrar nas investigações sobre a reunião entre Daniel Vorcaro, Galípolo e o presidente Lula, que não constava oficialmente na agenda e que está sendo considerada um ponto de atenção pela oposição. Orengo lembrou que, durante o evento, Vorcaro teria alegado perseguição, e o presidente Lula afirmou que a investigação seria justa e realizada com o apoio do Banco Central.A base governista, por sua vez, questionará Galípolo sobre a atual gestão do Banco Central, especialmente no que diz respeito ao caso envolvendo o Banco Master, que tomou as atenções do Congresso e gerou um desvio na investigação inicial da CPI, que começou com o objetivo de apurar o crime organizado no Rio de Janeiro. A transição para o caso Master, segundo Orengo, gera um foco maior e acelerado no escândalo.

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