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Oposição passa madrugada no Congresso e continua ocupando mesas diretoras em protesto

Com esparadrapos nas bocas, os integrantes do bloco reagiram à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro determinada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes

RAFAEL PROCÓPIO

06/08/2025 • 12:01 • Atualizado em 06/08/2025 • 12:01

O presidente da Câmara vai se reunir nesta quarta (06) com os líderes dos partidos em busca de um acordo que ponha fim à obstrução dos trabalhos na Casa. Na terça (05), Hugo Motta determinou o encerramento dos trabalhos e antecipou o retorno dele da Paraíba para Brasília.

A decisão ocorreu após parlamentares da oposição ocuparem as mesas diretoras tanto da Câmara quanto do Senado. Com esparadrapos nas bocas, os integrantes do bloco reagiram à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro determinada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

Vice-presidente da Câmara, o deputado Altineu Cortes, do PL, chegou a ameaçar colocar em votação o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O parlamentar afirmou que a medida seria tomada durante uma possível viagem do presidente da Casa.

Hugo Motta telefonou para o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, e apelou para que os deputados deixassem as mesas diretoras, mas o presidente da Câmara recebeu como resposta uma negativa dos bolsonaristas, que se revezaram durante a madrugada para garantir a ocupação dos Plenários.

A estratégia de impedir os trabalhos gerou confusão entre oposição e governistas, que alegam que a obstrução poderá atrapalhar a discussão de projetos importantes. O presidente do Congresso reagiu e, em nota, classificou o movimento de "exercício arbitrário". Davi Alcolumbre pediu serenidade para que o bom senso prevaleça entre deputados e senadores. A aliados, ele avaliou que a oposição tenta emparedar e chantagear o comando das casas.

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