
O cantor Arlindo Cruz, um dos maiores sambistas brasileiros, morreu aos 66 anos, nesta sexta-feira (8). Ele estava internado em um hospital no Rio de Janeiro tratando uma pneumonia.
A morte foi confirmada pela família do artista.
Desde 2017, Arlindo Cruz sofria com as sequelas de um AVC. Em julho deste ano, mesmo após cirurgias, o cantor parou de responder a estímulos e precisa de uma sonda para se alimentar.
Além de ser um dos maiores compositores do samba brasileiro, teve a carreira marcada por sucessos musicais como “O Show Tem que Continuar” e “Meu Lugar”.
Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento do artista.
UM DOS MAIORES SAMBISTAS DA HISTÓRIA
Nascido em Madureira, no Rio de Janeiro, desde criança já tinha talento para música. Aos sete anos, ganhou seu primeiro cavaquinho e, aos 12, já conseguia “tirar as músicas de ouvido”.
Na escola Flor do Méier, o artista começou a aprimorar o dom para o samba, estudando teoria da música e violão clássico. Inclusive, nessa época, começou a trabalhar profissionalmente como músico.
Já aos 17, gravou seus primeiros discos com Candeia, seu padrinho artístico.
Posteriormente, Arlindo ingressou na carreira militar, na escola Cadetes do Ar, mas nem nesse período deixou de compor. Quando decidiu se dedicar inteiramente ao samba, participava de rodas ao lado de Beth Carvalho, Beth sem Braço, Jorge Aragão e Almir Guineto.
Em 2015, ganhou o Prêmio da Música Brasileira como melhor cantor de samba. E se manteve por muito tempo ligado ao carnaval carioca, compondo samba-enredo. Inclusive, foi na escola Império Serrano que, em 2001, Arlindo Cruz venceu o estandarte de ouro do jornal O Globo com o samba “O Rio Corre para o Mar”.
Com mais de 500 sambas gravados e 14 discos lançados, a carreira do artista ficou marcada ainda pelos seus 12 anos de participação no grupo Fundo de Quintal.
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