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Moraes reforça que Bolsonaro não pode utilizar redes sociais de forma direta e indireta

Ex-presidente não pode utilizar nenhum veículo de imprensa ou mídias, além de conceder entrevistas

Da Redação

DA REDAÇÃO

21/07/2025 • 20:56 • Atualizado em 21/07/2025 • 20:56

Bolsonaro fala com jornalistas após sair da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), de Brasília
Bolsonaro fala com jornalistas após sair da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), de Brasília - Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) publicou, nesta segunda-feira (21), um documento que reforça a ideia de proibição das redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é reu por trama golpista.

"A medida cautelar de proibição de utilização de plataformas digitais, diretamente ou por intermédio de terceiros, imposta a Jair Messias Bolsonaro inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros", declarou o magistrado na decisão.

A Primeira Turma do STF já tem maioria para referendar a decisão do ministro. O julgamento, que se encerra nesta segunda, ainda falta o voto do ministro Luiz Fux.

Na última sexta-feira (18), Moraes atendeu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), e impôs restrições ao ex-presidente e autorizou que a Polícia Federal cumprisse um mandato de busca e apreensão em sua casa.

Desde então, Bolsonaro está utilizando tornozeleira eletrônica e deve cumprir o recolhimento domiciliar entre as 19h e 7h durante a semana e em tempo integral aos fins de semana.

Além de não pode utilizar as redes sociais, o ex-mandatário foi proibido de manter contato com o filho, Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal licenciado, que atualmente está nos Estados Unidos alegando buscar apoio das autoridades norte-americanas para o pai.

Bolsonaro é acusado de integrar o denominado “núcleo 1” e tramar um golpe de estado contra o resultado das eleições de 2022. Ele também é investigado por tentativa de obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.

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