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Mônica Bergamo: oposição articula redução gradual do fim da escala 6x1

Segundo apuração da colunista da BandNews FM, estratégia nos bastidores do Congresso prevê que transição para jornada de 36 horas semanais só seja concluída em 2034

Por Redação

REDAÇÃO

25/02/2026 • 12:29 • Atualizado em 25/02/2026 • 12:29

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 , uma das principais bandeiras do governo para este ano, enfrenta uma forte articulação da oposição para ser "desidratada" no Congresso Nacional .

A estratégia, que já circula nos bastidores, é substituir a mudança imediata por uma transição tão lenta e gradual que seus efeitos só seriam sentidos plenamente em 2034, bem depois do término de um eventual segundo mandato do presidente Lula. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM.

A relatoria do projeto na Câmara coube a um deputado da oposição, Paulo Azi (União-BA), partido que, junto com o PL, se posiciona contra a ideia original.

Segundo Mônica, a manobra visa atender à pressão do setor empresarial sem ser alvo de uma rejeição popular em um ano eleitoral.

Proposta de transição em uma década

A discussão atual gira em torno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais. A contraproposta da oposição, no entanto, sugere uma redução de apenas uma hora por ano.

A cada ano subsequente, mais uma hora seria reduzida, fazendo com que o objetivo final de 36 horas semanais só fosse alcançado em 2034. A tática, na prática, adia qualquer mudança significativa para um futuro distante.

Segundo Mônica, mesmo que o objetivo final da proposta só seja atingido em 2034, a análise é de que o Palácio do Planalto poderá afirmar que lutou pelos trabalhadores, mas foi barrado por uma oposição aliada aos "ricos" e empresários.

Apesar da reação pública esperada por parte do Executivo e de parlamentares de esquerda, a margem de manobra no Congresso por governistas é considerada pequena. A oposição, somada a bancadas ligadas ao empresariado, detém força suficiente para impor a versão deles do projeto. Com isso, a avaliação é que o governo será obrigado a negociar, pois não possui os votos necessários para aprovar o fim imediato da escala 6x1.

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