A promessa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas , de conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro como seu primeiro ato caso seja eleito presidente é uma "mera ilusão" vendida ao eleitorado. A análise é da jornalista Mônica Bergamo , da BandNews FM , que aponta a manobra como parte da acirrada disputa pelo espólio político do bolsonarismo, mas sem viabilidade jurídica no cenário atual.
Segundo a jornalista, que conversou com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) , o caminho para o perdão presidencial está juridicamente fechado.
A Corte entende que crimes contra o Estado Democrático de Direito, como os investigados no caso de Bolsonaro, são de extrema gravidade e não passíveis de indulto.
Embora não esteja explícito na Constituição, essa interpretação já foi firmada em diversos julgamentos e qualquer decreto nesse sentido seria prontamente declarado nulo.
A única forma de viabilizar o indulto, de acordo com Bergamo, seria através de uma mudança radical na composição do STF, algo que exigiria pelo menos dois mandatos presidenciais consecutivos para a nomeação de uma maioria de ministros alinhados à causa.
Portanto, a promessa de Tarcísio e de outros pré-candidatos é vista como uma estratégia para manter a base bolsonarista mobilizada, mesmo sabendo que a medida é, hoje, inexequível.
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
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