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Bergamo: Ato de Bolsonaro não deve gerar pressão pela anistia

Colunista repercute as análises de bastidores da política sobre o ato promovido pelo ex-presidente, no último domingo (6), na Avenida Paulista, em São Paulo; público ultrapassou as 50 mil pessoas

Por Redação

REDAÇÃO

07/04/2025 • 11:46 • Atualizado em 07/04/2025 • 11:46

A colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM , informou durante a manhã desta segunda-feira (7) os bastidores do ato em prol da anistia realizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no último domingo (6), na Avenida Paulista, em São Paulo.

De acordo com a jornalista, parte do mundo político entendeu que a manifestação não foi o "suficiente" para que o projeto de lei da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro possa tramitar com uma maior velocidade.

"A maior 'pedra' identificada  para que a anistia seja aprovada no Parlamento? Se chama Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Uma 'pedra' maior ainda do que a 'pedra' chamada Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, que foi alvo dos ataques dos bolsonaristas", disse.

Ainda segundo Bergamo, Motta foi alvo dos manifestantes pois a proposta, inicialmente, precisa tramitar e ser aprovada na Câmara antes de ir para o Senado.

Outro problema identificado pelo núcleo-duro do ex-presidente, no entendimento dos bolsonaristas, é que Motta e Alcolumbre jogam juntos. "Daí a dificuldade de superar o primeiro empecilho, que é aprovação na Câmara dos Deputados", completou.

Mônica ainda ressaltou que os mais de 50 mil manifestantes que foram as ruas ontem são um número expressivo para qualquer manifestação, mas não "assusta" igualmente aos atos em prol do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e quando Bolsonaro esteve no poder, que levaram milhões às ruas.

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