O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, se pronunciou nesta segunda-feira (21) sobre a morte do papa Francisco, com quem mantinha uma relação próxima e de confiança. Nomeado arcebispo de Porto Alegre por Francisco em 2013 e feito cardeal em 2023, Dom Jaime participará do conclave que escolherá o novo pontífice.
“Ele retorna hoje à casa do Pai. Claro que, de certa forma, isso nos traz tristeza e consternação, mas, para aqueles que creem, a vida não é tirada, mas sim transformada — e é isso que nos consola”, afirmou Dom Jaime.
Dom Jaime relatou também como foi o último encontro com Francisco, uma semana antes da internação, que durou quase 40 dias. “Percebia-se uma grande dificuldade para respirar, uma bronquite muito forte. No entanto, mesmo naquela situação, com um esforço enorme da parte dele, ele nos acolheu, nos ouviu e, diante daquilo que tínhamos como pauta, tivemos respostas bastante precisas.”
Segundo ele, o papa Francisco era “um homem de intuição e presença de espírito extraordinárias”. Ao longo dos anos, os dois construíram uma relação de proximidade e diálogo. “Tive a graça de ter uma convivência muito próxima com ele, e, ao mesmo tempo, ele tinha uma abertura extraordinária”, destacou.
O cardeal brasileiro também falou sobre o processo de escolha do novo papa, que agora se inicia. “A partir da perspectiva da fé, nós cremos sempre que é o Espírito Santo de Deus quem orienta a escolha de um sucessor”, afirmou. E completou: “Espero que Deus nos ajude nisso: escolher o homem certo para o momento certo. É um momento particular da vida da igreja e traz expectativas".
Dom Jaime também comentou sobre o perfil do Colégio Cardinalício formado por Francisco. “O Papa Francisco, ao longo do seu ministério, configurou o colégio de forma muito vigorosa, tentando trazer para seu seio expressões das mais diversas realidades eclesiais, sociais e culturais. Nesse sentido, ele era de uma riqueza extraordinária.”
Ao olhar para o futuro da Igreja, o presidente da CNBB fez votos de continuidade. “Escolher alguém nesse contexto para suceder o Papa Francisco será um trabalho feito com muito empenho. Ao mesmo tempo, faço votos de que o escolhido possa dar continuidade a esse trabalho extraordinário que o Papa vinha fazendo, com uma proximidade muito maior com o povo.”
Agora como um dos eleitores no conclave, Dom Jaime terá papel importante na definição dos rumos da Igreja Católica no mundo.
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