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Juliana Rosa: Após queda em agosto, prévia da inflação tem alta de 0,48% em setembro

O aumento se deve principalmente a um “efeito bumerangue”, já que um desconto extraordinário na conta de luz, concedido em agosto, não se repetiu no mês seguinte

Por Redação

REDAÇÃO

25/09/2025 • 13:39 • Atualizado em 25/09/2025 • 13:39

Dinheiro
Dinheiro - Foto: Marcelo Casaal Jr/Agência Brasil

A prévia da inflação para o mês de setembro, medida pelo IPCA, registrou uma aceleração que, embora esperada, levanta preocupações . Segundo a jornalista Juliana Rosa, o índice saiu de uma deflação de -0,14% em agosto para uma alta de 0,48% em setembro. Conforme a análise de Rosa, o aumento se deve principalmente a um “efeito bumerangue”, já que um desconto extraordinário na conta de luz, concedido em agosto, não se repetiu no mês seguinte.

De acordo com a colunista, o cenário inflacionário brasileiro permanece em um patamar elevado. A inflação acumulada nos últimos 12 meses, conforme os dados apresentados, está em 5,3%, um valor significativamente acima da meta do governo, que é de 3%.

Rosa ressalta que o índice de preços tinha chegado a cair para a casa dos 4%, mas agora voltou a subir, evidenciando a persistência das pressões inflacionárias na economia.

Segundo a jornalista, a boa notícia é que o setor de alimentação continua em deflação. Conforme a análise de Rosa, esse resultado positivo é reflexo de um momento favorável para a agricultura, além da queda dos preços no mercado internacional e da valorização do real frente ao dólar, fatores que ajudam a baratear os alimentos e alguns produtos industriais, como eletroeletrônicos e eletrodomésticos.

No entanto, a colunista pontua que nem todos os setores apresentam o mesmo comportamento. Segundo Rosa, a parte de serviços — que está diretamente ligada a custos de mão de obra — continua com preços elevados.

A jornalista cita como exemplo o custo de comer fora de casa, que segue caro. Por esse motivo, o Banco Central, conforme o documento oficial, mantém uma postura cautelosa, preservando a taxa de juros em 15% para que a inflação desacelere de forma mais consistente nos próximos meses.

Em sua avaliação final, a colunista conclui que, apesar das oscilações, a economia brasileira ainda enfrenta desafios para controlar a alta dos preços. A aceleração de setembro reforça a necessidade de vigilância do Banco Central e de uma política monetária que consiga conter o avanço da inflação, especialmente em serviços, que não apresentam a mesma deflação observada em outros setores.

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