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Israel volta a atacar o Irã e mísseis são disparados contra Tel Aviv e Jerusalém

Pela terceira noite seguida, países trocam agressões no Oriente Médio e escalam tensão na região

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14/06/2025 • 20:53 • Atualizado em 14/06/2025 • 20:53

Mísseis lançados do Irã em direção a Israel são interceptados, em Ashkelon, Israel, neste sábado (14)
Mísseis lançados do Irã em direção a Israel são interceptados, em Ashkelon, Israel, neste sábado (14) - Foto: Amir Cohen/Reuters

Israel e Irã voltaram a trocar agressões neste sábado (14), pela terceira madrugada seguida no Oriente Médio. O governo israelense afirmou que atingiu uma planta subterrânea do programa nuclear iraniano, enquanto também atacou refinarias, portos e campos de produção de petróleo e gás.

Em contrapartida, o Irã afirma ter atingido bases militares israelenses e as sirenes de alerta soaram em Jerusalém, Tel Aviv e Haifa, as maiores cidades do país.

Mais cedo, Israel declarou que os persas se tornaram a principal frente de combate do país. Segundo as autoridades, a Faixa de Gaza, agora, assumiria uma “posição secundária”.

Desde a madrugada de sexta-feira (13) são registradas ofensivas e contra-ataques entre os dois países. Ao menos 78 pessoas morreram, sendo 20 delas crianças, e centenas ficaram feridas após os bombardeios de Israel em solo iraniano. No estado judeu, três mortes de civis foram confirmadas.

Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, os persas têm transformado os cidadãos do Irã em reféns e alertou que novos ataques poderão levar à “destruição total da capital iraniana”. “Se (o líder supremo do Irã, aiatolá Ali) Khamenei continuar a disparar mísseis contra a retaguarda israelense, Teerã vai queimar", disse.

Mais de 200 instalações nucleares e militares foram alvos de ataques nestes últimos dois dias de conflito. Os bombardeios resultaram na morte de membros da cúpula militar do Irã e de nove cientistas envolvidos no programa atômico do país.

Pela primeira vez, Israel reconheceu oficialmente ter atacado bases de Fordow, principal instalação do programa nuclear do Irã, localizado em um complexo subterrâneo de uma base da Guarda Revolucionária.

AMEAÇA AO OCIDENTE

Em clima de tensão, o governo iraniano chegou a ameaçar os interesses de países como Estados Unidos, Reino Unido e França na região, caso tentassem impedir retaliações.

Segundo as autoridades militares iranianas, as ameaças incluem possíveis ataques a bases militares, missões diplomáticas e até empresas dos países ocidentais no Oriente Médio.

A declaração veio logo após os EUA afirmarem terem utilizado poderio militar para bloquear ataques persas com mísseis e drones em direção ao território israelense. Além de atuar diretamente na proteção de Israel, os americanos têm fornecido armamentos e compartilhado informações de inteligência.

Já os países europeus, apesar das críticas à conduta de Israel, declararam que o país tem o direito de se defender contra ameaças externas, que colocam a existência do Estado em risco.

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