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Irã sempre respeitou o direito internacional, ao contrário de Israel, diz ex-embaixador

Eduardo Gradilone, vice-presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior e ex-embaixador do Brasil no Irã, analisou o conflito entre os países do Oriente Médio

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13/06/2025 • 12:27 • Atualizado em 13/06/2025 • 12:27

O vice-presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior e ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, concedeu uma entrevista exclusiva à BandNews FM e analisou o conflito entre iranianos e israelenses .

Na noite de ontem, Israel ordenou um ataque contra o Irã e explosões foram ouvidas na capital iraniana, Teerã. Segundo os relatos, moradores da capital acordaram com o som da explosão.

Em retaliação, o Irã lançou na manhã de hoje mais de 100 drones sobre o território israelense. De acordo com o porta-voz do Exército de Israel, general Effie Deffrin, "todos os sistemas de defesa estão agindo para interceptar as ameaças".

Para o especialista, é possível afirmar que o Irã "sempre respeitou o direito internacional, ao contrário de Israel". "Acho importante que tenhamos na diplomacia um meio de solucionar conflitos. Se a Rússia pode invadir a Ucrânia, se os Estados Unidos podem ameaçar invadir territórios, e se Israel pode fazer justiça por ter mais força, isso não vai levar a nada", analisou.

Para Eduardo Gradilone, é preciso que os países aliados do Irã lutem pela sua reintegração na Agência Internacional de Energia Atômica - após o país ser excluído por não cumprir "tratado de não-proliferação de armas nucleares".

"É nessa via, nesse 'fórum', que as coisas tem que ser resolvidas. [...] A via das organizações internacionais é a via que deve ter seguida. China e Rússia tem um papel importante nisso. Ambos são fundadores dos Brics e o Irã, hoje, integra os Brics", disse.

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