Após o anúncio da morte do papa Francisco nesta segunda-feira (21), feito em um comunicado em vídeo pelo Vaticano , o padre Reginaldo Manzotti avaliou o legado do Santo Padre em entrevista à BandNews FM .
Para ele, Francisco foi um "papa do diálogo" e que teve firmeza para reformar a Cúria Romana, órgão administrativo da Santa Sé, que zela pela missão da Igreja Católica.
"Papa Francisco começou de uma forma diferente (...) a escolha do nome Francisco já foi marcar como seria o seu pontificado, voltado aos pobres, aos marginalizados e aos mais simples. Ele mostrava que era um papa que veio para o diálogo e para o serviço", disse o padre.
""O que percebemos nesses 12 anos de pontificado foi um papa incansável. Ele fez uma grande reforma dentro da Cúria Romana, que lhe custou muito da saúde, do tempo e provocou desgaste emocional. Tudo o que é muito antigo leva muito tempo para se mover. E o papa com muita firmeza fez essa reforma""
O papa também promoveu reformas no banco do Vaticano. Segundo o padre, essas mudanças provocaram "um impacto muito grande dentro da Igreja."
O padre também destacou a postura do papa sobre ir em busca dos fiéis ao invés de esperar que os fiéis buscassem a Igreja, além disso, Francisco também valorizou o trabalho das mulheres durante seu papado.
"'Uma igreja portas abertas, uma igreja em saída'. Foi um impacto para todos os católicos. Ele disse que nós tínhamos que sair. ‘O pastor deve sentir o cheiro de suas ovelhas’, isso foi dito pelo papa Francisco", disse Reginaldo Manzotti.
Para o padre, o papa falou com "misericórdia" sobre os homossexuais e sempre esteve aberto ao diálogo com diversas religiões e povos. "Hoje percebe-se que foi um homem à frente do seu tempo. Pela ação do Espírito Santo, o papa veio na hora certa, veio condicionar a Igreja para dar respostas de hoje a perguntas de hoje"
Novo papa deve seguir dialogando
Para o padre, agora é o momento de "deixar para o Espírito Santo" escolher o próximo papa.
O Conclave, período em que os cardeais se reúnem para escolha do novo papa , deve começar nos próximos dias e conta com sete cardeais brasileiros votantes.
Reginaldo Manzotti tem expectativa de que o novo papa continue o diálogo da Igreja Católica com o mundo. “Isso é necessário e tem de ser irreversível”, disse.
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