O Ministério da Fazenda calcula em aproximadamente R$ 1 bilhão e 400 milhões a economia com cortes de gastos dentro da própria pasta. Até o fim do ano, despesas com passagens aéreas na classe executiva e a realização de obras e eventos estão congeladas. A aquisição de bens e móveis e a contratação de servidores e terceirizados também serão paralisadas.
Técnicos da Fazenda dizem nos bastidores que essa é uma forma de mostrar à Esplanada e ao Congresso que é possível reduzir as despesas. A decisão se dá em meio à cobrança para que o Planalto corte gastos após a derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras.
O Governo precisa economizar pelo menos R$ 12 bilhões até dezembro para repor a perda de arrecadação sem o IOF. Centrão e oposição afirmam que o aperto de cintos precisa ser maior e sugerem uma revisão nos benefícios fiscais de diversos setores da economia.
Até mesmo na base do governo o discurso por um ajuste fiscal tem aumentado; deputados do PT defendem a fusão de ministérios para reduzir as despesas.
No campo político, Lula pretende conversar com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).
Lula deve dizer nesta semana a Davi Alcolumbre que não vai sancionar o aumento do número de deputados, de 513 para 531. A expansão das cadeiras aprovada pelo Congresso tem um custo estimado de pelo menos R$ 65 milhões por ano.
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