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"Divergências ideológicas serviram de argumento para taxação", diz ex-embaixador nos EUA

Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington-EUA e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior, analisou as tarifas contra produtos brasileiros anunciadas por Trump

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10/07/2025 • 12:46 • Atualizado em 10/07/2025 • 12:46

Em uma entrevista concedida à BandNews FM , o ex-embaixador do Brasil em Washington-EUA e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Rubens Barbosa, discutiu as recentes tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando a imprevisibilidade das ações do governo Trump e a necessidade de negociações urgentes.

Barbosa salientou que "divergências ideológicas claramente serviram de argumento para essa taxação aqui de 50% em cima do Brasil", e enfatizou a importância de estabelecer canais de comunicação ágeis e eficazes com os Estados Unidos para lidar com a situação. Ele destacou que, com a desaparição da Organização Mundial do Comércio como um mediador efetivo, não resta alternativa ao Brasil a não ser negociar diretamente.

O ex-embaixador expressou preocupação com a ausência de ações do governo brasileiro contra manobras da oposição no exterior, mencionando que "Eduardo Bolsonaro disse que estava trabalhando há muito tempo lá nos Estados Unidos". Ele critica a falta de resposta do governo atual a essas iniciativas, que poderiam estar influenciando o cenário político e comercial.

Barbosa também comentou sobre a reação internacional, observando que países como a União Europeia, Japão e Coreia, embora também enfrentem tarifas, optaram por negociações silenciosas em vez de confrontos diretos. Ele aconselhou que o Brasil deveria seguir um caminho similar, buscando negociações para reduzir as tarifas impostas. "Feito esse estrago, nós temos que negociar", afirmou.

Além disso, ele tocou no ponto da carta enviada por Trump, que segundo ele, foi pesada demais e colocou questões ideológicas em destaque, o que poderia representar uma violação à soberania brasileira. "O tom foi pesado demais", ele disse, comparando a situação com incidentes históricos de tensão entre Brasil e Estados Unidos, como durante o governo militar e o caso de espionagem na era Dilma Rousseff.

Em relação às possibilidades de negociação, Barbosa sugeriu que o Brasil não tem "cacife político" para impor tarifas de reciprocidade, mas deveria explorar outras alternativas como a negociação de tarifas para produtos específicos, como o etanol. "O governo deve ter feito já um estudo e deve ter alternativas para oferecer ao governo americano", explicou.

Finalizando, o ex-embaixador mostrou-se otimista quanto à resolução das tensões através de canais diplomáticos e negociações técnicas, reiterando que um rompimento comercial não é do interesse de nenhum dos países envolvidos. "Os interesses de estado e os interesses empresariais são muito grandes. Isso vai se resolver pelos canais diplomáticos", concluiu.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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