Os próximos passos da disputa pela liderança da direita no Brasil devem concentrar-se na herança do espólio político de Jair Bolsonaro para as eleições de 2030, projeta o colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza.
Segundo o jornalista, as movimentações recentes dos parlamentares conservadores focam no controle do campo a longo prazo.
A herança política em disputa
A leitura da carta em que o ex-presidente designa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu porta-voz oficial ocorreu no último sábado (11) e gerou forte repercussão. O documento veio a público após atritos entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, também criticou o documento, alegando "liderança não se herda, se demonstra".
""Nesse aspecto, está completamente errado o Ronaldo Caiado. A disputa é por herança. Herança desse espólio no pós-Bolsonaro", rebateu o colunista."
Para Andreazza, diferentes grupos políticos da direita já trabalham com projetos próprios voltados para 2030, independentemente do pleito de 2026.
Os rumos do poder conservador
Andreazza avalia que a estratégia de focar na figura do porta-voz indica que a família Bolsonaro busca mitigar conflitos internos e centralizar a interlocução da direita nacional.
De acordo com o jornalista, a candidatura de Flávio Bolsonaro, embora competitiva devido ao cenário de alta rejeição política dos adversários, apresenta fragilidades e exigirá reafirmações de legitimidade constantes.
A avaliação do colunista é de que, nos próximos meses, o bolsonarismo enfrentará o desafio de pacificar suas alas internas para manter a hegemonia da oposição ao governo federal
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