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Bergamo: Tarcísio turbina 7 de Setembro em guinada por anistia a Bolsonaro

Colunista da Rádio BandNews FM, Mônica Bergamo analisou a guinada de Tarcísio, enquanto nome moderado da esquerda, para um “bolsonarista raiz”

Por Redação

REDAÇÃO

05/09/2025 • 12:57 • Atualizado em 05/09/2025 • 12:57

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) realizou uma completa mudança de rota em sua estratégia política, segundo a jornalista Mônica Bergamo, colunista da BandNews FM. Após uma ausência muito criticada em manifestação a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto, agora, o gestor não só confirmará presença como ajudará a fortalecer o ato de 7 de Setembro, na Avenida Paulista.

Conforme a colunista, o evento terá como pautas centrais a anistia para o ex-presidente e os envolvidos nos ataques do dia 8 de janeiro, além de se posicionar contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.

“Ele [Tarcísio] mudou a postura totalmente e vai ajudar a turbinar o 7 de Setembro na Avenida Paulista, [ato] contra o ministro Alexandre de Moraes, contra o Supremo e pela anistia ao ex-presidente [Bolsonaro]. Isso mostra a guinada dele [Tarcísio], da postura que ele procurava mostrar de um governador técnico, amplo, que dialogava, inclusive, bastante com o Supremo [...], para, praticamente, um bolsonarista raiz”, analisou a jornalista.

De acordo com Bergamo, essa reviravolta ocorre após Tarcísio ter sido alvo de fortes críticas por não comparecer ao protesto anterior, organizado pelo pastor Silas Malafaia. Naquela ocasião, a ausência foi justificada por uma cirurgia eletiva, o que, para os apoiadores mais radicais, soou como uma desculpa.

A percepção, segundo a jornalista, era de que o governador estaria se omitindo e observando, de longe, os reveses judiciais do ex-presidente, talvez para se posicionar como um sucessor natural, uma ideia que chegou a ser verbalizada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

Com a nova postura, Tarcísio abandona a imagem de um governador técnico e que mantinha diálogo com as instituições, para se assumir como um "bolsonarista raiz". Para Mônica Bergamo, esse movimento pode ser interpretado como a necessidade de "pagar um pedágio" para obter a bênção definitiva de Bolsonaro como seu candidato à presidência.

O ex-presidente, por sua vez, não tem pressa em definir um sucessor, mantendo seu capital político e forçando os pretendentes a demonstrarem lealdade incondicional.

A manifestação de 7 de Setembro, segundo a analista, promete ser mais robusta e encorpada, politicamente, do que a de agosto, considerada esvaziada de lideranças.

Além de Tarcísio, o ato contará com a presença de outras figuras de peso, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que também foi uma ausência notada anteriormente, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina.

Dessa forma, a atitude do governador paulista sinaliza uma decisão clara de se alinhar de forma explícita e radical à agenda de Bolsonaro. Bergamo pontua que a mudança de Tarcísio demonstra que, para herdar os votos e a força popular do ex-presidente, ele percebeu ser necessário seguir à risca a cartilha de seu padrinho político, mesmo que isso signifique um confronto direto com o Judiciário.

*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela reportagem do Band.com.br.

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