
Com a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, de barrar a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da minoria, a cassação do deputado federal é uma possibilidade cada vez mais concreta, segundo a jornalista Mônica Bergamo, colunista da BandNews FM.
"Eu acho que ela (cassação) é inevitável, a não ser que ele consiga desviar disso, né?", disse Bergamo.
Para ela, o deputado "dificilmente vai sobreviver a uma cassação". Além da possível perda do mandato, a situação compromete seu plano de se candidatar à presidência da República.
Conforme Bergamo, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de coação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deve ser aceita, pode resultar em condenação e, consequentemente, inelegibilidade no Brasil.
Mônica Bergamo também destacou o "autoexílio" de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Essa postura é considerada de "gravidade absurda" por parte do STF e de parlamentares brasileiros. As ameaças e "chantagens" contra autoridades brasileiras, como o relator Paulinho da Força, não devem passar impunes.
A tensão gerada pelas ações de Eduardo nos EUA, com sanções sendo aplicadas, também afeta as negociações em torno de seu pai, Jair Bolsonaro. Segundo a jornalista, a possibilidade de um acordo para prisão domiciliar ou redução de penas para o ex-presidente fica comprometida em um cenário de escalada de tensões, pois "ninguém mais quer negociar nada".
Em uma síntese sobre o impacto de suas ações, Mônica Bergamo afirmou: "foi a pior coisa que aconteceu para toda essa galera no nos últimos anos".
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