A colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM , analisou durante a manhã desta segunda-feira (9) a divulgação de um levantamento referente o número de atendimentos a vítimas LGBTQIA+ que sofreram violência, nos últimos dez anos, no Sistema Único de Saúde (SUS) de São Paulo . No período, houve um aumento de 1.198% no número de casos.
Um estudo inédito realizado pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo, revelou um aumento significativo nos atendimentos a vítimas de violência LGBTQIA+.
"A violência contra essa população já pode ser considerada um problema de saúde pública", destacou o professor Ronaldo Laranjeira, da UNIFESP, que coordenou o estudo.
Ele também ressaltou a necessidade de "que o serviço de saúde esteja preparado para atender adequadamente as vítimas com equipes multiprofissionais, que além de tratar das feridas do corpo, possam tratar das feridas da alma."
Do total de casos registrados, 5 mil envolveram agressão física, 23 mil violência psicológica, 14 mil violência sexual e 3 mil casos de tortura. Em muitos casos, uma mesma vítima sofreu mais de um tipo de agressão.
A análise também revelou que a maioria das vítimas de violência transgênero, e que em 48% dos registros, o motivo da violência foi ignorado ou classificado como outro. Quanto ao perfil dos agressores, foi identificado que em 4% dos casos o agressor era o próprio pai da vítima, e em 3%, a mãe.
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