A recente declaração de Carlos Bolsonaro sobre uma "piscina cheia de ratos" pode ser a manifestação pública de uma profunda revolta do clã Bolsonaro com governadores da direita no Brasil. Segundo a jornalista e colunista da BandNews FM , Mônica Bergamo , a iminente prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que pode se tornar permanente, funcionou como um catalisador para a corrida pela sua sucessão na direita.
Figuras políticas já se articulam para herdar o capital político e os votos do ex-mandatário, um movimento que tem irritado a família.
Dentro deste cenário, o nome que mais incomoda a família é justamente o mais discreto: o governador de São Paulo , Tarcísio de Freitas . Embora negue publicamente a intenção de disputar a presidência, suas ações sinalizam o contrário.
Tarcísio possui amplo apoio do empresariado e do mercado financeiro , setores que já o enxergam como uma alternativa viável. Um recente almoço com a nata do setor financeiro, onde foi ovacionado após um longo discurso, é visto como um claro aceno à sua candidatura.
A articulação em torno de Tarcísio, ocorrendo logo após a prisão de Bolsonaro, é interpretada pelos aliados do ex-presidente como uma "insensibilidade" e uma pressa para ocupar seu lugar.
Essa movimentação para ocupar o vácuo de poder deixado por Bolsonaro tem gerado um conflito em duas frentes. A primeira é a resistência da própria família em "passar o bastão" para um nome que não carregue o sobrenome Bolsonaro.
A segunda é uma disputa interna no próprio clã, com incertezas sobre quem seria o herdeiro natural, seja a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou os filhos Flávio e Eduardo , cujos futuros políticos também enfrentam obstáculos.
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