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Brasil do surfe: BandNews em Forma debate cultura do esporte e saúde

Programa recebeu o jornalista Bruno Bocaiuva e o CMO do Brasil Surf Club, Bruno Cremona, para discutir popularização do surfe no Brasil, tecnologia das piscinas de onda e benefícios físicos e mentais para iniciantes e atletas

Por Redação

REDAÇÃO

29/09/2025 • 12:38 • Atualizado em 29/09/2025 • 12:38

O BandNews em Forma deste fim de semana, apresentado por Isabela Mota e Camila Hirsch, discutiu por que o Brasil se consolidou como “país do surfe” e como a tecnologia das piscinas de ondas vem acelerando a prática e o desempenho. Com a participação do jornalista especializado Bruno Bocaiuva e do executivo Bruno Cremona (Brasil Surfe Club), o programa mostrou como a modalidade ganhou público, citou exemplos de alto rendimento e detalhou de que maneira ambientes controlados podem ampliar o acesso e a segurança — especialmente para quem está começando.

Bocaiuva contextualizou a popularização do surfe a partir de marcos competitivos, como o primeiro título mundial de Gabriel Medina, em 2014, em um período em que o país vivia a “monocultura do futebol”. Para o jornalista, a ascensão de brasileiros no circuito — de Adriano de Souza e Ítalo Ferreira a Filipe Toledo — e o ouro olímpico de Tóquio, em 2021, abriram caminho para conquistas recentes, caso de Yago Dora, campeão mundial de 2025, e consolidaram a modalidade no imaginário esportivo nacional. No feminino, a prata de Tatiana Weston-Webb em Paris-2024 reforçou a presença do Brasil no pódio.

O convidado também lembrou o papel histórico de Santos (SP) e do Arpoador (RJ) na difusão da prática, além da formação de uma cultura própria — o “estilo de vida” do surfe — que amadureceu paralelamente à evolução técnica. Segundo Bocaiuva, esse caldo cultural explica por que, quando os resultados começaram a aparecer, já havia base para transformar ídolos em referência e atrair novos praticantes.

Popularização e tecnologia do surfe no Brasil

Ao longo do programa, as apresentadoras destacaram a expansão de “escolinhas” ao longo do litoral brasileiro — do Pará ao Rio Grande do Sul — e a disponibilidade de pranchas estáveis (soft tops) que facilitam as primeiras ondas. A experiência pessoal narrada por Isabela Mota, que debutou no surfe na Riviera de São Lourenço (SP), foi usada como ponto de partida para discutir ganhos cognitivos e neuromusculares de aprender algo novo na vida adulta. Para Camila Hirsch, atividades inéditas, quando feitas com responsabilidade, ativam respostas físicas e mentais positivas e podem funcionar como porta de entrada para hábitos mais ativos.

Bruno Bocaiuva avaliou que o surfe deixou o rótulo de “esporte marginalizado” e passou a exigir postura de atleta no alto rendimento. Ele citou pioneiros da preparação fora d’água, como Tom Carroll, e a influência sobre Kelly Slater, defendendo que a longevidade no mar depende de rotina regrada, musculação, natação e acompanhamento técnico. A leitura se conecta com a trajetória recente dos brasileiros no circuito, como as temporadas de Filipe Toledo campeão mundial em 2022 e 2023 e a regularidade competitiva de Ítalo Ferreira.

Piscinas de ondas: como funcionam e para quem servem

Na segunda parte, Bruno Cremona explicou o projeto do Brasil Surfe Club, na Região dos Lagos (RJ), que prevê sessões de aproximadamente 50 minutos, de manhã até a noite, com divisão simultânea de ondas para esquerda e direita e capacidade para até 70 pessoas por vez. Segundo o executivo, a tecnologia Endless Surf — baseada em câmaras pneumáticas — permite ajustar velocidade, potência e sequência das “teclas” que criam a onda, o que viabiliza perfis diferentes no mesmo horário: iniciantes em uma área mais rasa e surfistas avançados em trechos mais longos. O modelo, voltado ao formato de clube, mapeia o nível dos membros para calibrar a oferta de sessões.

Cremona argumentou que, por garantir repetição e previsibilidade, um fim de semana na piscina pode equivaler a meses de prática no mar, encurtando a curva de aprendizado. Em termos de segurança, o ambiente controlado padroniza tamanho e frequência das séries, reduz risco de surpresa e amplia o conforto — fatores que podem atrair quem tem receio do oceano. Bocaiuva projetou que, com a evolução das estruturas, o surfe em ondas artificiais tende a consolidar um caminho próprio, com regras e avaliações comparáveis às de esportes em arenas controladas, sem substituir a essência oceânica.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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