
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (16) que será obrigatória a retenção de receita para a compra das canetas desenvolvidas para diabetes que também são utilizadas para emagrecimento.
A medida busca evitar que os pacientes comprem Ozempic, Wegovy, Saxenda e similares do medicamento semaglutida sem prescrição e concentrar o uso para apenas o que é permitido pela bula.
Atualmente, esses medicamentos são de tarja vermelha, o que exige prescrição médica, mas sem a obrigatoriedade de uma receita para comprá-los.
A decisão foi tomada pela Anvisa após a divulgação de uma carta do Conselho Federal de Medicina (CFM) em que os médicos defendem a necessidade de um maior controle na prescrição destes medicamentos.
Com isso, a medida amplia o controle sobre a venda de medicamentos como o Ozempic. Atualmente, a exigência é de apresentação da prescrição no momento da compra. Na prática, as farmácias não poderão mais devolver a receita ao consumidor, e o documento ficará retido, como ocorre com antibióticos e remédios controlados.
A validade das receitas será de até 90 dias a partir da data de emissão.
A popularização da semaglutida
A mudança nas regras fez com que a principal pesquisa no Google relacionada a Ozempic no país nesta quarta fosse o termo “receita Ozempic”. Brasileiros também pesquisaram sobre o preço, o uso indicado e os possíveis efeitos colaterais.
Os dados são da Sala Digital , parceria da Band com o Google. O histórico de interesse de buscas pela semaglutida aponta uma popularização no Brasil a partir de 2019 – dois anos após o medicamento ser aprovado para uso médico nos Estados Unidos.
O primeiro pico de interesse de buscas sobre as canetas emagrecedoras aconteceu em janeiro de 2023. À época, a Anvisa havia autorizado o uso da semaglutida para o tratamento de sobrepeso e obesidade, pelo remédio Wegovy – variação do Ozempic, mais indicado para o tratamento de diabetes tipo 2.
Há um ano, outra alta de buscas levantou preocupação com possíveis consequências do medicamento, como a flacidez e a desproporção do tamanho da cabeça em relação ao corpo, provocada pela rápida perda de peso. Já em outubro de 2024, o então candidato à reeleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), provocou um pico de interesse sobre o assunto ao prometer o remédio na rede pública.
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