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Andreazza: Sequestro do Parlamento vai servir para aprovação do “pacote da impunidade”

Segundo Andreazza, o chamado Centrão, sob a liderança de Arthur Lira, percebeu na crise uma oportunidade para avançar pautas de interesse corporativo

Por Redação

REDAÇÃO

11/08/2025 • 12:44 • Atualizado em 11/08/2025 • 12:44

O jornalista Carlos Andreazza, da BandNews FM , analisou que recente paralisação no Congresso Nacional , liderada por parlamentares bolsonaristas, foi instrumentalizada para beneficiar não apenas um grupo específico, mas toda a classe política.

O que começou com a bandeira da anistia a Jair Bolsonaro e seus apoiadores evoluiu para uma articulação ampla, que visa aprovar um "pacote de impunidade" e proteger deputados e senadores de investigações.

Segundo Andreazza, o chamado Centrão , sob a liderança de Arthur Lira , percebeu na crise uma oportunidade para avançar pautas de interesse corporativo que antes encontravam resistência.

"A agenda era da anistia e o que eles vão colher? Vão colher a mudança do foro por prerrogativa de função", afirmou Andreazza.

Essa manobra, de acordo com o jornalista, une diferentes espectros políticos, do bolsonarismo ao governismo, em torno de um objetivo comum: a blindagem contra a Justiça .

Para o Centrão, o principal interesse é afastar as investigações sobre o uso de emendas parlamentares, muitas delas relatadas pelo ministro do STF, Flávio Dino . Assim, a crise serviu como uma "bucha de canhão" para interesses muito maiores do que a anistia.

Embora um acordo para votar a anistia não tenha sido firmado, o compromisso de retomar a discussão sobre o tema no colégio de líderes foi o suficiente para encerrar a paralisação.

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