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Andreazza: Meta fiscal é ficção para um governo que só recorre a crédito extraordinário

Colunista critica pacote para setores afetados pelo tarifaço e alerta para falta de limites nos gastos fora da meta fiscal

Por Redação

REDAÇÃO

15/08/2025 • 14:08 • Atualizado em 15/08/2025 • 14:08

Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Fernando Haddad, ministro da Fazenda - Foto: Reprodução/Agencia Câmara

O colunista Carlos Andreazza, da BandNews FM , classificou como “ficção” a meta fiscal do governo federal diante do anúncio do pacote para socorrer os setores afetados pelo tarifaço imposto por Donald Trump .

Ele destacou que a proposta de lei complementar que trata do crédito extraordinário não fixa teto para os aportes em fundos setoriais, deixando os gastos fora das regras fiscais e sem limite definido.

Andreazza lembrou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia afirmado que o pacote ficaria dentro da meta fiscal, mas a inclusão do programa Reintegra — que concede benefícios tributários — foi usada como justificativa para colocar a despesa fora da meta.

O colunista questionou por que os R$ 4,5 bilhões destinados aos fundos, que poderiam permanecer dentro do orçamento, também foram excluídos, mesmo sem relação direta com o Reintegra.

Para ele, a decisão representa irresponsabilidade fiscal e mostra o uso recorrente de créditos extraordinários para acomodar gastos, sobretudo em ano pré-eleitoral.

Andreazza ressaltou que o governo havia bloqueado cerca de R$ 21 bilhões no orçamento, recurso que poderia ter sido usado para absorver parte do impacto. No entanto, em julho, já ciente do tarifaço, optou por liberar e gastar esses valores. O resultado, segundo o colunista, é um jogo de manobras para “cumprir” uma meta fiscal moldada para caber nas conveniências políticas do próprio governo.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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