
O interesse do brasileiro por carros de sete lugares atingiu o ponto mais alto da série histórica do Google Trends e dobrou em dez anos, segundo a Sala Digital.
O avanço acompanha a mudança do mercado automotivo em 2025, que ampliou a oferta de SUVs, minivans e modelos eletrificados com terceira fileira, transformando um segmento antes restrito em uma opção cada vez mais presente — e desejada — entre os consumidores.
Um mercado que cresceu junto com a curiosidade do público
Até poucos anos atrás, os carros de sete lugares se concentravam em minivans e SUVs maiores, restritos a faixas de preço mais altas.
Em 2025, o cenário é outro: praticamente todas as montadoras com SUVs médios e grandes no país têm versões com terceira fileira, incluindo modelos como Jeep Commander, Toyota SW4, Kia Sorento e Hyundai Santa Fe.
O movimento também chegou às opções mais acessíveis. A Chevrolet Spin, por exemplo, consolidou-se como entrada para quem quer sete lugares sem migrar para categorias superiores.
O dado da Sala Digital funciona como confirmação: a curiosidade cresce porque a oferta cresceu também.
O mapa de interesse reforça que o fenômeno não se limita a um estado. O Rio de Janeiro lidera as buscas por carros de sete lugares no Brasil, seguido por São Paulo e Bahia, que surgem praticamente empatados no ranking.
As três praças têm mercados fortes de SUVs, e esse comportamento se reflete nos dados. A liderança fluminense indica uma base de consumidores que acompanha de perto as novidades do segmento, enquanto a proximidade entre SP e Bahia mostra que o interesse se espalha de forma nacional — e se mantém consistente em estados com realidades bem diferentes.
SUVs puxam a tendência e criam um novo padrão de consumo
A alta nas buscas coincide com o domínio dos SUVs no mercado brasileiro, categoria que segue crescendo e, em 2025, concentra a maior parte das opções com terceira fileira. A estratégia das montadoras é clara: oferecer versões 7 lugares em SUVs médios e grandes amplia o alcance do modelo, sem afastar consumidores que antes buscariam minivans ou picapes cabine dupla.
Outro ponto relevante é a flexibilidade do layout 5+2, que virou argumento de venda. Mesmo quando a terceira fileira é indicada principalmente para crianças ou trajetos curtos, ela aparece como diferencial competitivo — e isso impacta tanto oferta quanto interesse.
O salto histórico apontado pela Sala Digital sintetiza uma década de mudanças no comportamento do consumidor e na dinâmica do mercado. O brasileiro passou a buscar carros mais versáteis, capazes de levar mais pessoas sem abrir mão de conforto, enquanto a oferta deixou de ser restrita e passou a ocupar várias faixas de preço, do popular ao premium.
Nesse intervalo, os SUVs se consolidaram como os favoritos do país — muitos deles já com versões de sete lugares — e o segmento ganhou fôlego adicional com a chegada de modelos híbridos e elétricos com terceira fileira, que adicionaram novidade e ampliaram o alcance desse tipo de veículo.
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