
A BYD lança no mercado brasileiro a Shark Embaixador , série especial da picape híbrida chinesa. A novidade chega fruto de parceria com o cantor Gusttavo Lima , apelidado de ‘Embaixador’. A edição limitada chega ao mercado por R$ 359.990, valor inferior ao preço sugerido da versão convencional, fixado em R$ 379.800.A BYD tenta ampliar a visibilidade da picape, que não tem tido uma vida fácil no Brasil. Apresentada em 2024, a BYD Shark chegou com sistema híbrido a gasolina e muita tecnologia contra as rivais a diesel. Não deu muito certo, e o modelo está entre os menos vendidos, com pouco mais de mil unidades neste ano. Por outro lado, a montadora chinesa já chegou a 200 mil carros eletrificados emplacados no Brasil.
A série especial terá produção restrita a 30 unidades. Metade será oferecida na cor preta, enquanto as demais recebem um tom exclusivo de verde. Há ainda emblemas no paralama, soleira e badge com inscrição “embaixador”. Não há alterações visuais ou mecânicas em relação à configuração já conhecida da picape, que permanece com o mesmo conjunto técnico apresentado desde o lançamento.
Desempenho de esportivo em picape média
A BYD Shark segue como a única picape média disponível no Brasil equipada com sistema híbrido plug-in. O conjunto combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, alimentados por uma bateria de 29,6 kWh. Juntos, entregam 437 cv de potência e 65 kgfm de torqu e, números que colocam o modelo em posição de destaque em termos de desempenho. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em cerca de 5,7 segundos , resultado incomum para o segmento.
Resistência do mercado e desafios do diesel
Segundo a marca chinesa, a picape tem até 790 km de autonomia combinada. A bruta vem também com multimídia giratória, ar digital de duas zonas, tomadas de energia externa (VTOL) e câmeras com visão 540°.Tem também pacote ADAS completo com frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo e alerta de ponto cego.
Apesar do conjunto sofisticado, a proposta da Shark enfrenta resistência entre consumidores tradicionais de picapes. Esse público costuma priorizar motores a diesel, maior capacidade de carga e bom valor de revenda, pontos nos quais o modelo da BYD ainda encontra desafios. A capacidade de carga da Shark é de 790 kg, abaixo da média das picapes médias a diesel, que geralmente suportam cerca de uma tonelada.
O consumo também pesa na decisão de compra. De acordo com dados do Inmetro, a Shark registra médias de 9,5 km/l na cidade e 7,7 km/l na estrada quando abastecida com gasolina, números inferiores aos de modelos a diesel, mesmo considerando o apelo tecnológico do sistema híbrido.
Novos planos e o futuro da linha de picapes BYD
“Chora, não BB”’ é um dos bordões do embaixador Gusttavo Lima. E a frase serve de consolo para BYD. Apesar do desempenho comercial abaixo do esperado, a marca não pretende recuar no segmento. A BYD já trabalha no desenvolvimento de uma nova picape de porte médio-compacto, que deve compartilhar componentes com o SUV Song Pro, incluindo a motorização híbrida e a suspensão traseira independente do tipo multilink. O novo modelo também deve herdar elementos visuais da Shark, como as lanternas traseiras interligadas.
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