
O BYD Dolphin Mini alcançou em fevereiro um feito inédito no Brasil . Pela primeira vez, um carro 100% elétrico e de origem chinesa foi o mais vendido no varejo. O modelo superou rivais tradicionais como Hyundai Creta e Volkswagen Tera.
O carro chama atenção por uma proposta que combina tecnologia embarcada e baixo custo por quilômetro rodado, embora apresente algumas limitações técnicas que exigem atenção do consumidor.
O preço é de R$ 119.990, em versão única com cinco lugares. Veja cinco pontos sobre o Dolphin Mini.
Desempenho e eficiência energética
Equipado com motor de 75 cv e torque imediato de 135 Nm, o Dolphin Mini oferece condução ágil no uso urbano. A bateria de 38 kWh, do tipo Blade (LFP), garante autonomia média homologada de 280 km, que pode variar conforme o estilo de condução.
Um dos principais argumentos técnicos do veículo é a eficiência. Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o custo energético equivale ao consumo de um carro a combustão que faria cerca de 70 km/l.
Espaço interno acima da média
Apesar de ter apenas 3,78 metros de comprimento, o Dolphin Mini aproveita a arquitetura elétrica para ampliar o espaço interno. Com entre-eixos de 2,50 metros, oferece área generosa para as pernas dos passageiros traseiros, superando compactos tradicionais a combustão.
Acabamento e tecnologia
Em comparação com concorrentes diretos do segmento de entrada, o Dolphin Mini traz acabamento interno com materiais de toque macio (soft touch) e ajuste elétrico para o banco do motorista.
O centro de controle é dominado por uma tela rotativa de 10 polegadas, que reúne comandos de voz e conectividade. Recursos como acesso via NFC e seis airbags de série elevam o nível de segurança e conveniência do segmento.
Produção no Brasil
O modelo começou a ser montado no Brasil na fábrica de Camaçari, na Bahia. O sistema adotado é o SKD (Semi Knocked Down), no qual o veículo chega parcialmente desmontado da China e é finalizado no país.
Nessa nova fase, a BYD também revisou a suspensão traseira do carro, item que havia sido alvo de críticas quando o modelo chegou ao mercado brasileiro.
Porta-malas pequeno e ausência de estepe
O Dolphin Mini tem porta-malas de 230 litros, capacidade inferior à de alguns rivais, como o Renault Kwid E-Tech. Além do volume reduzido, itens como o kit de reparo e o carregador ocupam parte do espaço.
Outro ponto é a ausência de estepe. O modelo traz apenas kit de reparo, solução que pode ser insuficiente em casos de danos mais severos ao pneu durante viagens.
Carros mais vendidos no varejo em fevereiro de 2026
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:




