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Feminicídio: Ex-companheiro é preso suspeito de matar jovem de 18 anos, em Jacareí

Corpo de Giovana Silva de Oliveira foi encontrado embaixo de uma ponte com sinais de estrangulamento.

REDAÇÃO BAND VALE

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06/07/2025 • 14:52 • Atualizado em 06/07/2025 • 14:52

Giovanna Silva de Oliveira
Giovanna Silva de Oliveira - Foto: Redes Sociais

A Polícia Militar prendeu, na tarde deste sábado (5), um homem suspeito de matar Giovana Silva de Oliveira, de 18 anos, em Jacareí. A jovem estava desaparecida desde a noite da última sexta-feira (4), quando foi vista pela última vez ao deixar o trabalho.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito procurou a base da PM espontaneamente, por medo de ser agredido ou linchado por familiares e populares que já o procuravam após o desaparecimento de Giovana. Ao se entregar, confessou o crime em detalhes e indicou o local onde ocultou o corpo.

Ele relatou que reencontrou a vítima recentemente, após um contato feito por ela. O casal teria passado o dia juntos. O suspeito disse que os dois foram até uma área às margens do Rio Paraíba, local que costumavam frequentar durante o relacionamento, onde ocorreu uma discussão após a vítima se recusar a reatar o namoro.

Ainda segundo o homem, a discussão evoluiu para agressões físicas. Ele afirmou que Giovana o teria insultado, dado tapas e arranhões, o que supostamente o levou a reagir com violência. Ele aplicou uma técnica de estrangulamento conhecida como "mata-leão" na vítima por cerca de 10 a 15 minutos, até que ela parou de se mexer. Após constatar que Giovana estava sem vida, tentou simular um cenário de sequestro, retirou parte das roupas da jovem, deixou o corpo parcialmente despido, e arrastou o cadáver por cerca de 30 metros até uma área de mata fechada.

O corpo foi encontrado pela Polícia Militar no local indicado, nas proximidades da Ponte Nossa Senhora da Conceição, às margens do Rio Paraíba. Giovana estava sem vida, com sinais de estrangulamento e parcialmente sem roupas. A área foi isolada para perícia, e o SAMU confirmou o óbito.

O delegado de plantão determinou a prisão em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio. A decisão se baseou no relato detalhado do próprio suspeito, no histórico do relacionamento e em imagens de câmeras de monitoramento urbano, que mostraram o trajeto do casal.

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