Uma sequência de explosões provocadas por vazamento de gás de cozinha em Salvador (BA), Ji-Paraná (RO) e Foz do Iguaçu (PR) nos últimos dias deixou mortos e feridos e reacendeu o alerta sobre os riscos do uso inadequado do combustível em residências e condomínios.
Casos recentes em três estados
Em Salvador, um prédio de quatro andares ficou completamente destruído após uma explosão causada por vazamento de gás no dia 27 de fevereiro. Doze pessoas ficaram feridas. "Foi terrível o que aconteceu", relatou uma moradora da região, ainda assustada com a força da detonação.
Em Ji-Paraná, em Rondônia, a explosão de um botijão de gás no último domingo matou uma mãe e o filho, um bebê de 1 ano. O pai da criança permanece internado, segundo as autoridades locais.
Já em Foz do Iguaçu, no Paraná, um vazamento de gás em um prédio residencial provocou uma forte explosão. Um homem ficou ferido e continua internado em uma unidade de terapia intensiva.
Cuidados com botijões em casa
A sequência de acidentes reacendeu a preocupação com a segurança no uso do gás residencial, especialmente entre quem utiliza botijões de 13 quilos. Especialistas recomendam atenção às mangueiras e válvulas, que precisam ter certificação do Inmetro, e à troca dos kits a cada cinco anos.
Os botijões não devem apresentar amassados nem lacres rompidos no momento da compra. Na hora de ligar o gás, o cuidado deve ser redobrado para evitar vazamentos.
Segundo a capitã do Corpo de Bombeiros Luisiana Guimarães , é possível fazer uma verificação simples em casa. "A pessoa pode usar uma esponja com água e sabão nas conexões para ver se surgem bolhas, o que indica vazamento. Se sentir cheiro de gás, não deve ligar o fogão nem acender cigarro", orienta.
Condomínios adotam gás encanado
Para aumentar a segurança, um condomínio de 180 apartamentos decidiu trocar toda a rede de gás de cozinha, antes baseada em botijões de 13 quilos, por gás canalizado.
A costureira e moradora Eleonice Esguissardi afirma que se sente mais tranquila com a mudança. "Acho mais seguro", diz. Já a pensionista Júnia Maciel Netto admite que sempre teve medo de trocar o botijão e vê o sistema encanado como uma alternativa mais confortável.
O gás canalizado é considerado mais seguro porque dispensa o armazenamento e a troca constante de botijões. Mesmo assim, a instalação precisa passar por revisões frequentes para evitar vazamentos. Nesse condomínio, com cerca de 50 anos, a solução foi instalar a tubulação pelo lado de fora dos apartamentos.
De acordo com a síndica Josiane Torres , além da economia, a decisão de modernizar o sistema teve como principal motivação a proteção dos moradores. "Pensamos, acima de tudo, na segurança de todos", ressalta.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
