Campinas e região

Mortes cavalos: Governo determina recolhimento de ração e donos ainda relatam mortes de animais

Foram registradas 122 mortes de cavalos em diferentes municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas

Da redação

DA REDAÇÃO

18/06/2025 • 19:15 • Atualizado em 18/06/2025 • 19:15

Animais que não morreram apresentam sinais de doença
Animais que não morreram apresentam sinais de doença - Foto: Reprodução

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento, em todo o território nacional, de todos os produtos destinados a equídeos fabricados pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda., com data de fabricação a partir de 22 de novembro de 2024, devido a suspeita de risco à saúde animal .

Desde o início da apuração, em 26 de maio, foram registradas 122 mortes de equinos em diferentes municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas , com relatos adicionais de 36 mortes ainda não investigadas. Em todos os casos analisados até o momento, os tutores informaram que os animais consumiram rações fabricadas pelo mesmo estabelecimento.

Um dos casos ocorreu em um haras em Sorocaba (SP) . O proprietário, Thiago Noronha, afirma que perdeu treze cavalos em um mês. A vítima mais recente é a Vitoriana, uma égua e que morreu na manhã desta quarta-feira (18). Os animais que não morreram estão debilitados.

Ainda não se sabe o motivo da intoxicação – fungos, bactérias ou vírus. “A gente tem um grupo com médicos veterinários, proprietários, e esse número é bem mais alto que eles estão passando aí… Mais de 350 animais, fora os que a gente ainda não sabe, todo dia chega mensagem de animal vindo a óbito…”, relata um veterinário da região, que conversou com o repórter Ewerton Ramos.

O Mapa segue realizando ações de campo, incluindo necropsias, coletas de amostras e levantamentos nas propriedades com ocorrência dos casos, para identificar, de forma técnica, os fatores que possam estar relacionados aos óbitos.

De acordo com a legislação brasileira, é responsabilidade do fabricante a adoção imediata de medidas de autocorreção, incluindo o recolhimento dos lotes afetados.

O Ministério reforça que as ações de fiscalização não isentam o fabricante de suas responsabilidades legais, conforme prevê a legislação.

Outro lado

Até o momento, a empresa não se posicionou sobre o caso.

Denúncia

Cidadãos que suspeitarem de casos semelhantes podem formalizar denúncias por meio da Ouvidoria do Mapa, disponível em online . Para auxiliar nas investigações, é importante que as comunicações informem o local da ocorrência, número total de animais, número de animais afetados ou mortos e lote da ração envolvida.

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