
Nos últimos quatro dias, Jaú-SP registrou um cenário alarmante. De acordo com a Defesa Civil e medição da Firemap, são 875 hectares de área queimada, o equivalente a 875 campos de futebol destruídos pelo fogo. O número pode ser ainda maior, já que os registros feitos por satélites podem não captar focos menores que se extinguem rapidamente.
A área mais atingida foi o Pouso Alegre de Baixo, com 432,94 hectares devastados, principalmente no morro que já havia perdido grande parte da mata nativa no ano passado. O fogo derrubou árvores, consumiu vegetação e deixou um rastro de destruição e morte de animais silvestres. Ainda persiste um foco ativo em local de difícil acesso.
Área de Proteção sob ameaça
Entre as regiões afetadas, parcialmente está a Estação Experimental do Estado de São Paulo, administrada pela Fundação Florestal. O espaço abriga remanescentes preciosos de Mata Atlântica e Cerrado, alguns dos poucos fragmentos florestais da região, além de áreas reflorestadas e plantios experimentais voltados à restauração, conservação e pesquisa.
Esses ambientes têm papel vital: são fonte de sementes e propágulos, sustentam a regeneração natural, oferecem abrigo e alimento para a fauna e formam corredores ecológicos essenciais para o equilíbrio ambiental.
Ações da Defesa Civil de Jaú
A Defesa Civil de Jaú-SP, além dos trabalhos de combate direto às queimadas, plantões diários e rondas para antecipar as ocorrências, segue monitorando a situação. As equipes retornam às áreas atingidas nesta segunda-feira (15), com vistorias em solo e sobrevoos com drone para avaliar riscos e conter possíveis novos focos.
Fonte: Defesa Civil
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