Band FM

"Ele planejou tudo para me levar para a cama e sumir"

Amanda, uma jovem ingênua, acredita ter encontrado o homem perfeito, mas descobre que todo o romance foi parte de um plano cruel para Lucas ganhar dinheiro; leia relato no Quem Ama Não Esquece

Da redação

DA REDAÇÃO

03/09/2025 • 15:52 • Atualizado em 03/09/2025 • 15:52

Amanda é vítima de aposta cruel
Amanda é vítima de aposta cruel - Foto: Imagem representativa gerada por IA

Criada em uma família conservadora, Amanda, de 19 anos, sempre sonhou em se entregar para o homem com quem se casaria. Quando conheceu Lucas em uma festa da igreja, acreditou ter encontrado seu príncipe encantado, um rapaz que conquistou até seu pai rígido. O que ela não imaginava é que o conto de fadas era, na verdade, uma mentira devastadora. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM , desta quarta-feira, 3 de setembro.

Eu cresci em uma família bem conservadora e fui criada de uma maneira rígida, mas apesar disso, nunca faltou amor. Os meus pais, principalmente o meu pai, sempre fez o que achava certo para que eu fosse feliz.

Eu cresci assim. Cresci sabendo lidar com regras, com ordem e obediência. Aos 19 anos eu ainda não tinha namorado.

Quer dizer, até tinha, mas tinha sido um namorinho bem inocente, com um rapaz da igreja. Eu nunca tinha estado para valer com um homem e, dentro de mim, apesar de não ser nenhuma obrigação, eu sempre sonhei em ter apenas um homem na minha vida. Aquele homem com quem eu me casaria e teria filhos. Esse seria o meu primeiro e único.

Em maio desse ano, a minha igreja organizou uma festa para arrecadar dinheiro, tipo uma quermesse. E eu fui trabalhar como voluntária para ajudar. Foi lá que eu vi pela primeira vez o Lucas.

Ele não era o homem mais lindo do mundo, mas alguma coisa nele me chamou a atenção de uma forma como ninguém antes tinha chamado. Ele tava com uns amigos e parecia ser o centro das atenções. Daqueles que fala e todo mundo fica olhando, que conta piada, que é o mais legal... alguns daqueles amigos eu já conhecia de vista, mas o Lucas eu nunca tinha visto!

O problema é que além dos amigos, ele também estava com uma garota e isso me desanimou. Mesmo sabendo que ele nunca olharia para uma mulher como eu, ver que ele tinha namorada me deixou chateada. Mesmo assim, eu não conseguia tirar os olhos dele e uma hora, eu percebi que ele e os amigos também estavam olhando para mim. Até que ele sorriu e veio caminhando na minha direção.

Nossa! Parecia que eu ia desmaiar de tanto que eu tremia.

— Boa noite! Festa legal, né?

— O quê? Você tá falando comigo?

— Claro, ué. Tem mais alguém aqui?

— Ah, sim. Festa legal... Muito legal!

— Você é sempre assim? Poucas palavras?

— Desculpa, eu não esperava que você viesse falar comigo.

— Por que não? Você é menina mais bonita daqui.

Ele puxou conversa de um jeito tão natural, como se já me conhecesse há anos. E eu... eu tava nervosa, mas ao mesmo tempo sentia uma confiança estranha. Aquele sorriso, aquele jeito de me olhar… era como se eu fosse a única pessoa ali. Mas eu lembrei que ele tava com outra mulher minutos antes e não quis me iludir com nada.

Um príncipe disposto a tudo

Só que nos dias seguintes, o Lucas sempre dava um jeito de aparecer. Sabe lá como ele descobriu onde eu trabalhava, os horários que ia para a igreja, os meus caminhos, tudo! Ele tava me cercando e eu, muito ingênua, não entendia muito bem a razão daquilo.

Um dia, quando ele me chamou diretamente para sair, eu respondi que não podia porque tinha visto ele com outra mulher. Mas aí ele me falou que não conseguia parar de pensar em mim e que ia terminar tudo com ela.

— Eu quero fazer tudo certo com você.

— Comigo é bem diferente, Lucas. Você não faz ideia de como é o meu pai, a minha família...

— Eu faço. Eu andei me informando sobre você.

— Andou?

— Eu tô falando sério, Amanda. Eu sei que com você é diferente e por isso mesmo que eu tô tão interessado. Eu cansei das mulheres de sempre. Você é especial. Olha, pra te provar que eu tô falando sério, eu me proponho a ir até a sua casa conversar com o seu pai.

— O que? Falar com o meu pai? Falar o quê?

— Que eu quero namorar com você. Namorar sério.

Eu senti o meu corpo todo derreter nessa hora. Eu não podia acreditar no que eu tava ouvindo. A gente nunca tinha saído, nunca tinha nem se encostado e ele já tava ali, me dizendo que tava disposto a ir até a minha casa pedir a minha mão! Para ser sincera, era tão bom que nem parecia verdade e eu, que apesar de ingênua, não era trouxa, falei para ele que só acreditava vendo.

Mas o Lucas realmente cumpriu com a palavra dele e dois dias depois tava na minha casa com a cara e a coragem. E o Lucas tinha muita lábia e conquistou até o meu pai, que era o cara mais casca grossa do mundo.

Mas como nem tudo é tão fácil assim, ele permitiu que a gente namorasse, mas eu só podia voltar para casa até as 11 horas da noite. Pode parecer ridículo para uma mulher de 19 anos, mas para mim aquilo já era muito mais do que eu jamais tinha imaginado!

Depois que meu pai aceitou o namoro, parecia que eu tava vivendo em um sonho. O Lucas vinha quase todos os dias em casa, e mesmo quando não vinha, me mandava mensagens a noite inteira. Eu acordava com o celular cheio de bom dias e dormia com ele me desejando bons sonhos.

Eu nunca tinha sentido nada assim. Ele era atencioso, engraçado, parecia me entender em tudo, me respeitava demais... meu Deus, como me respeitava.. Ele se interessava pelo meu trabalho, perguntava da minha faculdade, elogiava o meu jeito de falar, dizia que eu tinha os olhos mais bonitos que ele já tinha visto, que eu era especial, diferente das outras.

Ele fazia planos, falava no futuro, em casamento... E eu, que sempre fui tão insegura, comecei a acreditar que finalmente alguém tinha me enxergado de verdade. Ele era a pessoa certa. Tinha valido a pena esperar.

E como se não bastasse ser um príncipe comigo, ele também era uma pessoa maravilhosa com os meus pais. Eu lembro até hoje um dia que o Lucas segurou a minha mão na frente do meu pai, e eu fiquei meio tímida, achei que meu pai fosse achar ruim ou falta de respeito, mas ele não falou nada. Na verdade, ele olhou e sorriu. Era como se ele tivesse mesmo dando a benção dele. Ele aprovava o Lucas.

A pressão por trás dos elogios

Com o tempo, os nossos encontros foram ficando mais intensos. Às vezes a gente ficava só sentado na sala, com a TV ligada e ninguém prestando atenção. Mas para mim, aqueles pequenos momentos eram tudo.

Eu me pegava sonhando com o futuro, com o dia em que a gente se casaria, com a vida que construiríamos juntos. Era a primeira vez que eu me sentia assim: protegida e, acima de tudo, amada. Eu tinha certeza que o Lucas era o homem da minha vida.

Mas, aos poucos, ele começou a me pressionar. Ele era homem, eu entendia as vontades dele. Mas ele também sabia, desde o começo, que eu nunca tinha estado com nenhum homem e que eu queria me casar assim. Só que ele começou a falar que eu já tinha quase 20 anos, que não precisava viver como se fosse uma criança. Até porque a gente já sabia que ia se casar e não precisava ficar passando vontade.

— Amanda, eu te amo tanto...

— Eu também, Lucas. Mas gente só namora há dois meses e...

— Nossa! Mas você tá querendo dizer que isso não significa nada? Porque esses foram os dois meses mais especiais da minha vida. Eu, pelo menos, não tenho dúvidas de que eu vou me casar com você. Eu achei que você também não tinha, mas acho que eu me enganei, né?

— Claro que não! Eu sei que vai ser assim. É que eu sempre sonhei com isso... Pra mim é tão romântico ser de um homem só. Casar pura...

— Mas você vai ser de um homem só. Só minha para sempre. Na verdade, nós já somos um do outro para sempre.

Eu sabia que o Lucas me amava. Eu sentia isso em cada gesto, em cada atitude, em cada carinho, mas, ao mesmo tempo, aquela insistência me deixava com medo. Eu tinha muito medo que ele cansasse de mim um dia.

De um lado tinha o meu sonho, a minha promessa comigo mesma, algo que eu tinha guardado para ser especial. Do outro, o amor da minha vida. Ele nunca me obrigou a nada, claro que não. Ele nunca foi agressivo, nunca fez chantagem. Pelo contrário. Ele era sempre carinhoso, dizia que só pedia porque me amava demais.

Aquilo mexia comigo porque, de certa forma, eu sentia. Eu vivia cada dia como se já fosse a esposa dele. Eu me pegava sonhando com o sobrenome dele depois do meu, com a nossa casa, nossos filhos. Eu queria aquilo mais do que tudo. E foi assim, com palavras doces e juras de amor, que ele começou a quebrar a última barreira que eu ainda tinha.

Depois da noite de amor, o desaparecimento

E aí aconteceu... eu fiz o que ele tanto queria. Eu me entreguei e posso falar? Foi o dia mais lindo da minha vida. O Lucas foi tão gentil, tão amoroso, tão respeitoso em cada detalhe. Se por um lado eu tava triste por ter cedido, por outro eu me sentia a mulher mais feliz do mundo por ter encontrado a minha alma gêmea.

Foi lindo... Mas... mas o dia seguinte chegou e com ele... com ele nada. Silêncio. Silêncio absoluto. O Lucas não respondia minhas mensagens, não retornava minhas ligações. Nada. Ele evaporou.

Eu senti um aperto no coração porque... bom... acho que a gente sente quando alguma coisa está mesmo errada. Nos dois primeiros dias eu ainda tentei me convencer de que ele tava ocupado, que talvez tivesse perdido o celular, que tinha alguma explicação. Mas, lá no fundo, eu já sabia. É como diz a música: não mandar mensagem, também é mensagem.

A verdade cruel: era tudo mentira

Foi então que, quase uma semana depois, eu encontrei um dos amigos do Lucas na rua. Ele me olhou de um jeito estranho, meio sem jeito, e tentou seguir reto, mas eu não aguentei. Eu corri até ele e perguntei, quase chorando, o que tava acontecendo.

Eu nunca senti tanta vergonha na minha vida... o menino olhou pra mim, com pena, mas também achando graça, e falou só que... que tudo tinha sido uma aposta. O namoro, a visita ao meu pai, tudo era armado. Era tudo só para conseguir uma coisa... o que ele tinha conseguido. Todo mundo ali no bairro sabia que eu era uma menina simples, bobinha, certinha e ele apostou dinheiro que conseguiria o que quisesse de mim.

Naquela hora parecia que tinham arrancado tudo de dentro de mim. Eu era só um saco vazio prestes a desmoronar. Ele tinha falado que me amava. Ele tinha falado que ia casar comigo. Meu Deus do céu.

Não demorou nem 3 meses para ele conseguir o que eu tinha guardado por quase 20 anos. Nem 3 meses. E tudo... tudo tinha sido uma mentira! Eu era uma idiota, uma trouxa, uma burra!

Como eu pude achar que um cara como ele ia mesmo gostar de mim? Naquela noite eu chorei até não ter mais lágrima. Eu queria poder apagar cada lembrança, desfazer cada segundo que eu tinha vivido ao lado dele.

Eu me sentia suja, enganada, usada e por dias eu só consegui existir, não viver. Mas o tempo… o tempo é cruel e generoso ao mesmo tempo. Ele me obrigou a encarar a verdade.

Eu não era menos por causa dele. Quem tinha perdido não era eu. Eu ainda era eu. Eu ainda era inteira.

Ele ganhou uma aposta, é verdade. Mas eu ganhei cicatrizes. E sabe o que acontece com cicatrizes? Elas doem no começo, but depois se transformam em pele mais forte. E é assim que eu escolho encerrar essa história... não como a menina ingênua que foi enganada, mas como a mulher que aprendeu a nunca mais se deixar usar.

Ele foi só uma página suja. E eu ainda tenho um livro inteiro pela frente.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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