
Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é impulsionado pela oferta restrita e pela postura retraída dos vendedores, que aguardam o desenrolar da próxima temporada.
No Rio Grande do Sul, o valor médio estadual superou R$ 1.300 por tonelada, enquanto no Paraná os preços ultrapassaram R$ 1.350 por tonelada, retornando aos patamares nominais observados entre agosto e setembro de 2025.
Incertezas climáticas e demanda
A possível confirmação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 mantém os triticultores sulistas em alerta, devido ao risco de chuvas excessivas durante a maturação e a colheita do cereal. Diante da expectativa de uma produção reduzida, os produtores têm preferido reter o produto no mercado.
Por outro lado, o mercado comprador demonstra necessidade de reposição. As moageiras têm aceitado os valores mais elevados oferecidos pelos vendedores, tanto para suprir a demanda imediata no mercado spot — termo utilizado para transações com entrega e pagamento à vista — quanto para garantir a formação de estoques, dado que a expectativa é de estabilidade no consumo interno.
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